euroace
Linhas de Elvas
Elióptica Julho 2019
Nutriprado
Liberdade Branco
Assine Já
Liberdade Branco
Sanielvas 358x90 - Nov17

Fábricas de automóveis colocam Badajoz na rota de exportação

O cluster automóvel é um dos sectores da indústria portuguesa mais descontentes com a ineficiência do transporte ferroviário nacional, com o atraso tecnológico da infraestrutura ferroviária e com a impossibilidade de contar com o modo ferroviário para aumentar a competitividade das fábricas portuguesas.

18 Maio 2019 | Fonte: Jornal Económico

O cluster automóvel é um dos sectores da indústria portuguesa mais descontentes com a ineficiência do transporte ferroviário nacional, com o atraso tecnológico da infraestrutura ferroviária e com a impossibilidade de contar com o modo ferroviário para aumentar a competitividade das fábricas portuguesas.

Tomás Moreira, presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) afirmou na segunda-feira passada, em Lisboa, durante o debate “Portugal: uma ilha ferroviária?” – realizado pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) e que contou com o Jornal Económico como media partner –, que “o sector automóvel desistiu de fazer planos de exportação que incluam as linhas ferroviárias nacionais”.

Segundo o presidente da AFIA, “as empresas do cluster automóvel já começaram a programar as suas exportações e importações a partir dos portos secos de Espanha, designadamente, a partir de Vigo, Salamanca e Badajoz”.

“Portugal perdeu muito tempo e verbas da União Europeia porque não modernizou as linhas ferroviárias relevantes às unidades industriais do sector automóvel, pelas quais os fabricantes poderiam melhorar a sua competitividade e a sua capacidade de exportação, o que faz com que estas indústrias não possam ficar à espera das próximas obras ferroviárias para poderem utilizar novos serviços de transporte ferroviário, mais eficientes”, comentou Tomás Moreira ao JE.

Actualmente, as cinco fábricas portuguesas de produção de automóveis (Volkswagen, PSA Peugeot-Citroën, Mitsubishi Fuso, Toyota Caetano e Caetano Bus), precisam de transportes eficientes que assegurem as suas exportações de forma competitiva. E só terão esses transportes disponíveis junto dos portos secos espanhóis, admite o presidente da AFIA.