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Américo Nunes

Festival Terras sem Sombra em Elvas

Elvas acolhe, a 19 e 20 de Maio, o Festival Terras sem Sombra, na sua primeira visita ao Alto Alentejo.

19 Maio 2018

Elvas acolhe, a 19 e 20 de Maio, o Festival Terras sem Sombra, na sua primeira visita ao Alto Alentejo.
O epicentro desta viagem até à raia será a igreja de N.ª Sr.ª da Assunção, antiga Sé da cidade, onde terá lugar, às 21h30 de sábado, 19, o concerto “Guerra e Paz: A Trombeta Histórica na Música Barroca Europeia”. Em palco, um ensemble espanhol de referência em música antiga, Clarines de Batalla, que tem vindo a triunfar em teatros e festivais do país vizinho.
O programa dá a conhecer um valioso repertório de obras religiosas, mas também militares e de corte, dos sécs. XVII e XVIII, com ênfase para o Barroco, escritas por grandes músicos europeus para trombetas históricas, órgão e percussões e recém-descobertas em manuscritos da Biblioteca Nacional de Madrid. Presta-se homenagem, assim, às tradições castrenses da praça de Elvas, cidade onde a música possui grandes pergaminhos, como o atesta o notável órgão de tubos da sua Catedral.
Este espectáculo, jamais escutado no nosso país, está já a despertar a atenção dos melómanos não só de Portugal como de Espanha, França, Itália, etc. De facto, os mentores do grupo de Clarines de Batalla, o trombetista Vicente Alcaide, o organista Abraham Martínez e o percussionista Álvaro Garrido, são figuras de referência no panorama musical peninsular e internacional, tendo gravado recentemente um disco, dedicado à trombeta histórica, que se tornou best seller.

À descoberta dos tesouros do património da região elvense

A tarde do dia 19 vai ser consagrada pelo Terras sem Sombra à visita do Forte da Graça, “jóia das coroa” do património de Elvas, sob a orientação de especialistas, que revelarão ao público, nacional e estrangeiro, o génio militar e a excelência artística desta magnífica fortaleza, a mais destacada do género, em Portugal, na segunda metade do século XVIII, e alvo da peregrinação de investigadores e amadores de arquitectura castrense de todo o mundo. O ponto de encontro será no próprio monumento, às 15h00.
Domingo, 20, a partir das 10h00, o Festival, em parceria com a Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo, promove uma acção de voluntariado para a salvaguarda da natureza. O alvo será um conjunto de práticas que permitem o maneio do solo agrícola com a menor alteração possível da sua composição, estrutura e biodiversidade natural. Estas técnicas, utilizadas na agricultura de conservação, apresentam efeitos muito positivos no solo, contribuindo para o aumento do teor de matéria orgânica. A iniciativa decorre sob a orientação de Gabriela Cruz, engenheira agrónoma.
Todas as actividades são de acesso livre.