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Vereador recusa demitir-se

Sérgio Ventura diz ter sido “humilhado e ofendido”

O vereador da Câmara Municipal de Elvas, Sérgio Ventura, recusa “o caminho mais fácil” da demissão do mandato de vereador e revela ter sido “humilhado e ofendido por um eleito do Movimento Cívico em plena reunião do executivo”.

05 Fevereiro 2018

O vereador da Câmara Municipal de Elvas, Sérgio Ventura, recusa “o caminho mais fácil” da demissão do mandato de vereador e revela ter sido “humilhado e ofendido por um eleito do Movimento Cívico em plena reunião do executivo”.

Os factos remontam a 27 de Dezembro quando, segundo revelou o jornal “Linhas de Elvas”, o vereador Sérgio Ventura se absteve na hora de votar o Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano, uma decisão que fez irar Rondão Almeida, que tinha como estratégia votar contra e apresentar, com os seus dois vereadores, uma declaração de voto.

“Nunca fui aliciado pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, ou qualquer outro elemento de outra força partidária. Afirmo sim que fui humilhado e ofendido em plena reunião do executivo do passado dia 27 de Dezembro, por um eleito do Movimento Cívico por ter votado em consciência e de acordo com a lei e sobejamente atacado nos meios de comunicação”, frisa o vereador.

O vereador eleito nas autárquicas de Outubro de 2017 pelo movimento cívico “Elvas Nosso Partido”, liderado por Rondão Almeida, acrescenta que “como autarca é minha obrigação defender o interesse comum, tendo sempre presente as necessidades das pessoas e preocupação de encontrar as melhores soluções para colmatar as mesmas.

Mais acrescenta que “um eleito tem de estar, por isso, ao serviço do seu município e das pessoas sem ficar ao sabor de interesses individuais que em nada favorecem o colectivo. Torno público que me demarquei do movimento “RA – Elvas Nosso Partido”, no final do ano 2017, por considerar que este não está a ir de encontro aos objectivos e compromissos feitos aos eleitores”.

Sérgio Ventura adverte que “na vida política ninguém deve ser penalizado por ter optado por tomar um caminho mais justo, correcto, verdadeiro e leal para connosco e para com todos aqueles que nos elegeram. Sempre fui frontal e honrei os meus compromissos”.

Considera ainda o autarca que “embora o caminho aparentemente mais fácil fosse aquele que me sugeriram – demissão de mandato de vereador – o compromisso que assumi com os elvenses sobrepõe-se a qualquer motivação pessoal, pelo que continuo disponível e totalmente empenhado para trabalhar em prol do nosso concelho, sem fugir à confiança e responsabilidades que em mim foram depositadas”.

Recorde-se que o elenco camarário saído das últimas eleições autárquicas e que tomou posse foi Nuno Mocinha, eleito pelo Partido Socialista (PS), assim como os vereadores Cláudio Carapuça (PS), Vitória Branco (PS), Tiago Afonso (PS), José Rondão Almeida (RA-ENP), Sérgio Ventura (RA-ENP) e Anabela Cartas (RA-ENP).