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Região ainda tem 37 mil analfabetos

No início da década de 80 eram 160835 os habitantes do Alentejo que não sabiam ler nem escrever. Hoje são menos de 50 mil, mas a região continua a ter um longo caminho a percorrer na área do ensino, estando neste momento a contribuir para que Portugal continue no topo da tabela dos países europeus com maior taxa de analfabetismo.

Roberto Dores

03 Julho 2017 | Fonte: Redação


Os números são revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), baseados no Censos de 2011. A maioria dos analfabetos está entre a população mais idosa, que vive em zonas mais rurais dos três distritos. Mas existem outros que ainda estão em idade ativa, entre os 18 e os 65 anos.
Por sexos, a década de 80 ilustrava bem as dificuldades das mulheres no acesso aos estudos no Alentejo. Mais de 92 mil eram analfabetas, havendo elevadas taxas mesmo em cidades de maior dimensão. Évora chegava às 5232, Beja às 4927 e Portalegre às 3546. Na maioria dos concelhos da região a tendência indicava que por cada cinco mulheres analfabetas existiam três homens que não sabiam ler nem escrever.
Até aos dias de hoje o quadro melhorou substancialmente, apesar do atraso em relação à média europeia, mas o analfabetismo continua a atingir, sobretudo os mulheres, com um total de 30791, enquanto a taxa entre os homens está fixada nos 18576. Em 1981 eram 68257.

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