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PCP assinalou “primeiro mês” de novo atraso do Hospital Central do Alentejo

O PCP voltou ontem a exigir ao Governo a adjudicação das obras do novo Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, assinalando a passagem do "primeiro mês de mais um atraso" na concretização do projecto.

18 Julho 2020

O PCP voltou ontem a exigir ao Governo a adjudicação das obras do novo Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, assinalando a passagem do "primeiro mês de mais um atraso" na concretização do projecto.
"Vamos lançar uma nova linha de exigências junto do Governo" sobre o novo hospital do Alentejo, quando "estamos no primeiro mês de mais um atraso" do projecto, afirmou Patrícia Machado, da Direcção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP.
Os comunistas realizaram uma conferência de imprensa, no Jardim do Paraíso, em Évora, junto à sede da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, onde colocaram uma faixa com a mensagem "Construção do novo hospital. Mais atrasos não. PCP exige do Governo a sua adjudicação".
Em Abril deste ano, o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, revelou à agência Lusa que o concurso público da empreitada do novo hospital foi vencido pelo grupo espanhol Aciona, não tendo, desde então, o responsável revelado outros passos sobre o projecto.
A construção do novo hospital envolve um montante total superior a 180 milhões de euros, uma vez que, aos 150 milhões de investimento previsto, incluindo 40 milhões de fundos europeus, acresce 23% do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).
A dirigente do PCP sublinhou que os comunistas começaram a apontar a necessidade e a exigir a construção do novo hospital "já lá vão 20 anos", lembrando que o projecto tem sofrido "sistematicamente atrasos".
Tem sido "um percurso cheio de obstáculos, porque a cada pedra que é lançada, a cada anúncio que é divulgado, a seguir, há um conjunto de várias justificações que impedem o seu avanço", pelo que o projecto tem feito "um percurso cheio de solavancos", disse.
Patrícia Machado realçou que "há um avanço, mas depois para e é preciso dar um novo abanão para que haja mais qualquer coisa".
"Pretendemos que haja mais um solavanco e que haja respostas do porquê de ainda não ter sido adjudicada a obra", referiu a dirigente comunista, lembrando que, no ano passado, decorreu todo o procedimento do concurso e já este ano foi divulgado o vencedor.
"Houve anúncios de que, no final do primeiro semestre deste ano, estaria adjudicada e a avançar a obra e os estudos prévios foram apresentados pela Câmara de Évora. Portanto, não entendemos o porquê de o Governo não adjudicar" a obra, acrescentou.
O Hospital Central do Alentejo, a construir na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487.
A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.
A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para actividade convencional, seis para actividade de ambulatório e dois para actividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

SYM // MLM
Lusa