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Escola de aviação forma pilotos e oficiais de operações no aeródromo de Évora

Uma nova escola de aviação vai começar a ministrar cursos de pilotagem e de oficial de operações no Aeródromo Municipal de Évora, num projeto lançado por três amigos cujo investimento pode ultrapassar os dois milhões de euros.

01 Junho 2020

Uma nova escola de aviação vai começar a ministrar cursos de pilotagem e de oficial de operações no Aeródromo Municipal de Évora, num projeto lançado por três amigos cujo investimento pode ultrapassar os dois milhões de euros.
É um projeto que "não tem capitais estrangeiros, o capital é dos três sócios, com apoio bancário", e o investimento pode chegar "a curto prazo aos dois milhões de euros ou talvez um pouco mais", afirmou hoje à agência Lusa Aurélio de Almeida, um dos sócios.
A Air Dream College (ADC) é propriedade de uma empresa criada em 2019, que tem escritórios em Alfragide, no concelho da Amadora (Lisboa), e que, no mesmo ano, ganhou a concessão de dois terrenos no aeródromo de Évora.
O sócio com quem a Lusa falou indicou que a escola de aviação já possui instalações provisórias no aeródromo da cidade alentejana, onde futuramente pretende construir hangares para aviões, tendo chegado as primeiras duas aeronaves no passado sábado.
"Começaram as operações aéreas no sábado, com a chegada dos aviões, e esperamos pela certificação da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) para poderem voar", assinalou.
Atualmente, estão a ser ministrados três cursos, dois de oficial de operações e um de pilotagem, com a duração de 24 meses, tendo cada turma 12 alunos, todos portugueses, adiantou, indicando que as aulas começaram ainda em Alfragide e passam agora a decorrer também em Évora.
Aurélio de Almeida sublinhou que os cursos da ADC, escola certificada pela ANAC, são modulares, realçando que a escola está habilitada a "dar ATPL, que é a licença de piloto de linha aérea, mas também de piloto particular", bem como a de oficial de operações.
"A responsabilidade pelos aviões é partilhada entre o comandante e o oficial de operações, que é quem trata de tudo o que é planeamento para o piloto poder ir para os aviões e voar, nomeadamente rotas, legislação aérea, etc", explicou.
As duas aeronaves novas que chegaram no sábado, segundo o sócio da escola de aviação, são do modelo Tecnam P2002JF, fabrico italiano e com matrícula portuguesa.
Para já, vai ser feita a uniformização de procedimento com a participação dos instrutores e só depois os alunos poderão iniciar as aulas práticas, assinalou, prevendo para agosto o início dos voos com estudantes.
Aos dois aviões que chegaram no passado sábado a Évora, juntar-se-ão mais dois em julho e, até ao final do ano, serão sete os aviões desta escola, que vai criar pelo menos 16 postos de trabalho, avançou.
Devido à pandemia da covid-19, a escola esteve a funcionar com aulas 'online', através do seu sistema de 'b-learning', certificado pela ANAC, mas já retomou as aulas teóricas presenciais no dia 18 de maio.
Aurélio de Almeida explicou que os três sócios escolheram o aeródromo de Évora por "várias razões", sendo que a mais importante está relacionada com as condições meteorológicas.
"Em Évora, temos a possibilidade de voar quase todos os dias, no mínimo 85% dos dias do ano. Logo, isso para a aviação é das melhores coisas", notou, salientando que também existem vantagens para o projeto por ser "a escola residente" do aeródromo.
Além de Aurélio de Almeida, tenente-coronel da Força Aérea na reforma, integram a sociedade que criou a Air Dream College o gestor Nuno Anjos e o piloto de aviação Ivan Duarte.