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Hóspedes diminuem 62% e dormidas caem 59% em Março. Alentejo com menor decréscimo

No acumulado do primeiro trimestre, a Área Metropolitana de Lisboa (-21,4%) e o Algarve (-19,4%) foram as regiões que registaram maiores decréscimos, enquanto o Alentejo apresentou a menor diminuição (-7,6%).

16 Maio 2020

Os hóspedes em alojamento turístico em Portugal diminuíram 62,3% e as dormidas recuaram 58,7% em março face ao mesmo mês do ano passado, impactados pelos efeitos da pandemia e do período de Carnaval, divulgou hoje o INE.
“Para além do impacto da atual pandemia, as variações homólogas foram também influenciadas pelo efeito de calendário correspondente ao Carnaval que, este ano, ocorreu em fevereiro e, no ano anterior, tinha ocorrido em março”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em março, o setor do alojamento turístico (hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação) registou 697,7 mil hóspedes e 1,9 milhões de dormidas, correspondendo a quedas de 62,3% e 58,7%, respetivamente, que comparam com subidas de 15,2% e 14,8% em fevereiro, pela mesma ordem.
As dormidas de residentes recuaram 57,6% (depois do crescimento de 26,6% em fevereiro) e as de não residentes decresceram 59,2% (face aos +9,5% do mês anterior).
Já os proveitos totais caíram 60,2% (+13,4% em fevereiro), situando-se em 98,9 milhões de euros, e os proveitos de aposento fixaram-se em 71,8 milhões de euros, diminuindo 59,7% (+15,5% no mês anterior).
A hotelaria registou a maior quebra nos proveitos totais e de aposento (-60,9% e -60,7%, respetivamente), enquanto nos estabelecimentos de alojamento local as quebras foram de 52,8% e 51,1% e no turismo no espaço rural e de habitação se observaram evoluções de -59,1% e -58,3%.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) caiu 57,4% para 14,4 euros (+6,3% no mês anterior) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) foi de 66,1 euros, recuando 6,2% (+2,4% em fevereiro).
Em março, a estada média (2,72 noites) aumentou 9,6% (+11,4% no caso dos residentes e +9,2% no de não residentes) e a taxa líquida de ocupação (35,1%) reduziu-se em 21,8 pontos percentuais (+1,8 pontos percentuais em fevereiro).
As dormidas na hotelaria (81,7% do total) diminuíram 60,1%, enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (peso de 16,3% do total) decresceram 50,2% e as de turismo no espaço rural e de habitação (quota de 2,0%) recuaram 58,7%.
Já as dormidas em ‘hostels’ registaram uma diminuição de 49,1% em março, representando 23,8% das dormidas em alojamento local e 3,9% do total de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico.
Segundo o INE, a totalidade dos 16 principais mercados emissores de turistas para Portugal registou decréscimos em março, sendo que os países que nesse mês estavam entre os mais atingidos pela pandemia de covid-19 foram os que registaram maiores decréscimos nas dormidas.
O mercado chinês (0,6% do total das dormidas de não residentes em março) diminuiu 78,8% neste mês e 31,8% no primeiro trimestre do ano, enquanto as dormidas de hóspedes italianos (2,1% do total) recuaram 76,5% em março e 30,0% desde o início do ano.
O mercado norte-americano (4,0% do total) apresentou uma diminuição de 67,5% em março, acumulando um decréscimo de 25,7% nos primeiros três meses do ano, e o mercado espanhol (7,7% do total) recuou 67,3% em março e de 12,7% desde o início do ano.
Já o mercado britânico (responsável por 19,1% do total das dormidas de não residentes em março), diminuiu 55,2% neste mês e 21,5% até março, tendo as dormidas de hóspedes alemães (16,4% do total) caído 57,3% em março e 27,9% desde o início do ano.
Em março, o INE destaca ainda a evolução do mercado canadiano (4,9% do total) que, entre os principais mercados emissores, foi o que registou menor decréscimo em março (-36,4%; -0,9% no primeiro trimestre do ano).
No período, registaram-se diminuições das dormidas em todas as regiões, salientando-se as reduções na Área Metropolitana de Lisboa (-63,7%), Centro (-63,6%) e Norte (-61,4%).
No acumulado do primeiro trimestre, a Área Metropolitana de Lisboa (-21,4%) e o Algarve (-19,4%) foram as regiões que registaram maiores decréscimos, enquanto o Alentejo apresentou a menor diminuição (-7,6%).
Considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, mas também campismo, colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se em março 746,1 mil hóspedes e 2,1 milhões de dormidas, correspondendo a quebras de 61,8% e 57,1%, respetivamente (+15,6% e +15,2% em fevereiro, pela mesma ordem).
As dormidas de residentes diminuíram 56,6% (+26,6% em fevereiro) e as de não residentes decresceram 57,3% (+9,9% no mês anterior).