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Universidade de Évora rejeita denúncia sindical sobre recomendações da tutela

A reitora da Universidade de Évora argumentou hoje que nem a tutela, nem o Governo adotaram qualquer resolução para a distribuição gratuita de máscaras, para combater a covid-19, refutando a denúncia de um sindicato do setor.

01 Maio 2020

 A reitora da Universidade de Évora argumentou hoje que nem a tutela, nem o Governo adotaram qualquer resolução para a distribuição gratuita de máscaras, para combater a covid-19, refutando a denúncia de um sindicato do setor.
“Na realidade, equacionámos” distribuir máscaras de proteção individual “para todos, mas decidimos que não faz sentido”, disse hoje à agência Lusa a reitora, Ana Costa Freitas.
Segundo a reitora, “não houve nenhuma recomendação do Ministério” da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tutelado por Manuel Heitor, “nem sequer do Governo” para a “distribuição gratuita das máscaras para discentes [alunos], não docentes ou para docentes e investigadores”.
“Não houve nenhuma resolução nesse sentido”, frisou, reagindo à Lusa à denúncia do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESUP), na quinta-feira, de que as universidades de Coimbra e de Évora não estão a seguir as recomendações da tutela para a cessação do estado de emergência, decorrente da pandemia da covid-19.
“Os dados de algumas universidades relativamente ao plano de contingência demonstram não só uma desautorização do ministro Manuel Heitor, como indicações completamente díspares e que significam um salve-se quem puder”, disse à Lusa o presidente do SNESUP, Gonçalo Velho.
Em relação à Universidade de Évora (UÉ), o sindicalista afirmou que a instituição pretende retomar as atividades presenciais, mas não garante quaisquer equipamentos de proteção individual à comunidade académica.
A reitora da UÉ rejeitou hoje qualquer incumprimento de recomendações da tutela: “Não há nenhuma desautorização” ao ministro, até porque as universidades têm “autonomia e são diferentes, têm de adequar as situações às suas realidades”.
A UÉ já anunciou que o uso de máscara vai passar a ser obrigatório, a partir de segunda-feira, nas suas instalações.
Segundo a academia, a obrigatoriedade do uso de máscara, que abrange os trabalhadores docentes e não docentes e investigadores que regressem ao trabalho presencial, é uma das medidas previstas na fase de recuperação prevista no plano de contingência.
A reitora lembrou hoje que as máscaras e outro equipamento de proteção já são distribuídos a “todas as pessoas que trabalham no Gabinete de Apoio à Gestão de Instalações (GAGI), portanto, aos assistentes operacionais”.
Tal como se passa com “as pessoas que fazem atendimento presencial”, nomeadamente “nos serviços académicos, técnicos e de informática”, afirmou, aludindo ainda aos dispensadores com desinfetante espalhados pela UÉ.
As mais recentes medidas do plano de contingência determinam ainda o “retorno dos estudantes para realização de aulas de recuperação presenciais ou treino específico de competências”, embora seja acautelado, “o número máximo de estudantes por grupo”.
Ana Costa Freitas revelou que a UÉ deve reabrir para estas aulas presenciais “a partir do dia 18 ou na semana seguinte” e que vai “distribuir máscaras” a estes alunos.
“As únicas razões pelas quais vamos distribuir as máscaras a estes alunos é porque a ideia ainda é recente, são poucos e é só neste período. Vêm também de outros sítios e vão estar mais concentrados, dentro da sala”, justificou.
De resto, “as pessoas devem andar sempre de máscara e têm que a utilizar como fazendo parte da sua vestimenta do dia-a-dia. Acho que até é mais pedagógico não as distribuir”, defendeu, indicando ainda que a UÉ está “em lista de espera” para desinfeção de diversos dos seus espaços pelas equipas do Exército.