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Borba vai ter "resposta integrada e inclusiva" para problemas de insegurança

O Contrato Local de Segurança assinado ontem entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara de Borba é uma “resposta integrada e inclusiva” para resolver problemas de insegurança no concelho, afirmou o ministro da tutela.

08 Janeiro 2020

O Contrato Local de Segurança assinado ontem entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara de Borba é uma “resposta integrada e inclusiva” para resolver problemas de insegurança no concelho, afirmou o ministro da tutela.
“Não colocamos os problemas debaixo do tapete, devemos ter uma resposta integrada e inclusiva, que vá para além da resposta que seria a mais fácil”, defendeu o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
O governante realçou que o “mais fácil”, após um ataque ao quartel dos bombeiros de Borba, no distrito de Évora, seria colocar “mais alguns” guardas, que até “pode ser necessário”, mas “a resposta não passa só por isso”.
O titular da pasta da Administração Interna falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura do Contrato Local de Segurança (CLS) com o município de Borba, realizada no salão nobre da câmara municipal.
Na madrugada de 2 de Novembro de 2019, por volta das 00:30, dois bombeiros de Borba sofreram ferimentos ligeiros - um deles por agressão a murro e outro devido a vidros partidos da porta principal - numa ocorrência que envolveu a invasão do quartel por um grupo de cerca de 20 pessoas, tendo, posteriormente, três homens sido identificados pela GNR e o processo seguido para o Ministério Público.
Eduardo Cabrita explicou, na sua intervenção, que “o primeiro trabalho” da equipa do CLS de Borba será “chamar os parceiros” para que identificar “quais são os mecanismos de acção que permitam chegar a projectos para por em prática ao longo de 2020”.
“Em dois meses, foi possível fazer um trabalho de envolvimento e de aproximação, que não resolveu as questões”, notou, sublinhando, contudo, que “estão identificadas as áreas de actuação” e foi estabelecido “um compromisso de cidadania”.
O CLS a implementar em Borba é da tipologia “MAI Município” - existem outras duas tipologias, “MAI Bairro” e “MAI Cidadão” -, pelo que tem uma amplitude municipal e é direccionado para a prevenção geral da criminalidade e para o aumento do sentimento de segurança das populações.
Segundo o ministério, este instrumento vai envolver a elaboração, no prazo de 60 dias, de um diagnóstico local de segurança, e a formulação do plano de intervenção, no qual serão identificadas as medidas e implementar, os parceiros, os recursos materiais e financeiros e o cronograma de execução.
Também em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Borba, António Anselmo, congratulou-se com o facto de o Governo ter tomada uma atitude “em dois meses”.
“Estou contente e, agora, vamos ver se conseguimos concluir com sucesso esta tarefa, mas é um trabalho progressivo e o mais importante é começar”, referiu.
Actualmente, existem 31 Contratos Locais de Segurança, nomeadamente em Borba, Serpa, Moura, Amadora, Lisboa, Loures, Oeiras, Sintra, Vila Franca de Xira, Maia, Matosinhos, Porto Vila Nova de Gaia, Peniche, Torres Vedras e em todos os municípios do Algarve.