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Almeida, Elvas, Marvão e Valença entregam candidatura na UNESCO

Comissão Nacional da UNESCO, em Lisboa, já recebeu dossier de candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia”.

18 Dezembro 2019

O dossier de candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” a Património da Humanidade, que junta os municípios de Almeida, Elvas, Marvão e Valença, foi hoje entregue, formalmente, na Comissão Nacional da UNESCO, em Lisboa.

O bem objecto da candidatura, materialmente importante pela extensão e pelos exemplares que a enquadram, é composto pela Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas (já classificada pela UNESCO em 2012) e pelas fortificações abaluartadas de Almeida, Marvão e Valença, centrando-se na existência de uma Raia evocadora de património cultural imaterial, corporizado no património construído, coerente e multiforme, das Fortalezas Abaluartadas - uma rede estruturada de povoamento que não se confina apenas ao interesse da defesa e correlativos aspectos militares. 

A candidatura do processo de classificação das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” à Lista do Património Mundial foi conduzida, coordenada e preparada em estreita colaboração com as comunidades locais dos Municípios de Almeida, Elvas, Marvão e Valença, através dos seus representantes, com equipas multidisciplinares de distintas competências, e com a colaboração de investigadores e especialistas de várias instituições de ensino superior.

A candidatura apresenta-se em série, confinada à excelência de fortificações abaluartadas na fronteira de Portugal, mas tendencialmente aberta à agregação de outros exemplares similares. Tratando-se de uma candidatura em série (pouco habitual e, em Portugal, a primeira desse tipo), implicou um inovador e aturado trabalho de articulação entre os diferentes parceiros, resultando em aprofundado conhecimento dos valores patrimoniais em presença, ao longo dos cerca de 1300 quilómetros da fronteira terrestre.

António Machado (Almeida), Nuno Mocinha (Elvas), Luís Vitorino (Marvão) e Manuel Lopes (Valença), são os actuais líderes municipais responsáveis por esta candidatura, e estão convictos de que, um possível reconhecimento pela UNESCO irá certamente potenciar o valor universal dos quatro sítios candidatos e, consequentemente, elevar o número e a qualidade dos afluxos turísticos que procuram lugares distintos, únicos e de valor excepcional.