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Exposição sobre Francisco de Holanda inaugurada em Évora

A Direcção Regional de Cultura do Alentejo inaugura, no próximo dia 28 de Dezembro, pelas 17 horas, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, a exposição “Francisco de Holanda em Évora - Nascimento de um artista Humanista - 1534 - 1537 / 1544 - 1545”.

18 Dezembro 2019

A Direcção Regional de Cultura do Alentejo inaugura, no próximo dia 28 de Dezembro, pelas 17 horas, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, a exposição “Francisco de Holanda em Évora - Nascimento de um artista Humanista - 1534 - 1537 / 1544 - 1545”.
Francisco de Holanda, pintor e humanista, nascido em Lisboa por volta de 1517, filho do ilustre iluminador “ganto-brugense” António de Holanda, foi um dos mais relevantes expoentes da reflexão estética no renascimento português.
Iniciado nos domínios da arte da iluminura e do retrato na oficina de seu pai, Holanda viveu primeiro em casa do infante D. Fernando, em Lisboa e Abrantes, e depois junto do cardeal-infante D. Afonso, em Évora, de quem foi moço de câmara.
A presença de Holanda em casa do cardeal infante D. Afonso foi essencial à sua formação e ao que viria a ser o seu papel enquanto artista plástico, tratadista e esteta. D. Afonso, um fervoroso humanista, foi exemplar enquanto prelado e empenhado reformador. Holanda era ouvinte assíduo das lições de André de Resende, nas aulas que este abriu nos Paços de Évora por volta dos anos de 1533. Nesta “Escola Pública de Letras Humanas” foram também professores os humanistas Aires Barbosa, Pedro Margalho e D. Francisco de Melo. A este grupo juntaram-se ainda os estrangeiros Clenardo e João Petit, que com Jorge Coelho, Manuel da Costa e Pedro Sanches transformaram a cidade num novo centro cultural, em Portugal e na Europa do século XVI.
É neste ambiente que circula o jovem Holanda numa fase crucial da sua vida. Em Évora, anos 30 do século XVI Francisco de Holanda recebe uma formação humanista trabalhando particularmente com André de Resende à volta do passado clássico (romano) na preparação de uma viagem que reforçaria da formação eborense e alteraria, muito significativamente, o rumo e a influência da cultura italiana nos meios artísticos e culturais nacionais. Depois de Roma, durante uma nova estadia da corte de D. João III em Évora, entre 1544-1545, Holanda dará início, à execução das imagens da Criação do Mundo para a sua obra magistral DE AETATIBVS MVNDI IMAGINES.
A exposição dá a conhecer ao público o ambiente intelectual e artístico dos anos de formação de Francisco de Holanda em Évora, anos que terão a maior importância para a teorização artística no Portugal de quinhentos, integrando obras provenientes do Museu Nacional de Arte Antiga, da Biblioteca da Ajuda, da Biblioteca Nacional de Portugal, da Biblioteca Pública de Évora, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, do Museu Nacional de Arqueologia, da Academia das Ciências de Lisboa, do Museu de Évora, do Cabido da Sé de Évora, do Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Évora e do Arquivo Distrital de Évora.
A mostra vai estar patente ao público até 31 de Março de 2020.