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Incêndios: GNR revela que oito distritos ficam com vagas de guardas florestais por ocupar

“Em virtude do aviso de abertura contemplar 200 vagas, os distritos de Beja, Braga, Castelo Branco, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal ficaram com postos de trabalho por ocupar”, afirmou o major Gonçalves da GNR, no âmbito da cerimónia de apresentação do primeiro curso de guardas florestais da GNR, que decorreu em Queluz, Sintra, no distrito de Lisboa.

04 Dezembro 2019

Os distritos de Beja, Braga, Castelo Branco, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal ficaram com postos de trabalho de guardas florestais por ocupar, devido à desistência de 44 formandos, revelou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
Em causa está o concurso de admissão de 200 guardas florestais da GNR, em que foram recebidas 2.844 candidaturas recebidas, das quais 2.353 foram consideradas válidas a concurso, mas em formação contabilizam-se, neste momento, 156 elementos, dos quais 11 mulheres.
“Em virtude do aviso de abertura contemplar 200 vagas, os distritos de Beja, Braga, Castelo Branco, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal ficaram com postos de trabalho por ocupar”, afirmou o major Gonçalves da GNR, no âmbito da cerimónia de apresentação do primeiro curso de guardas florestais da GNR, que decorreu em Queluz, Sintra, no distrito de Lisboa.
Segundo o major Gonçalves da GNR, os comandos territoriais com maior número de postos de trabalho situam-se em Bragança, Castelo Branco e Santarém.
Em termos de caracterização dos 156 guardas florestais em formação, o responsável da GNR indicou que as faixas etárias variam entre os 19 e os 30 anos, sendo a faixa dos 25 e 26 anos a que tem maior representatividade.
Do total de formandos, 86 foram militares, quer seja da Marinha, do Exército ou da Força Aérea, e, em termos de escolaridade, 143 têm o 12.º ano e 13 têm licenciatura.
Os distritos mais representados em termos de naturalidade dos candidatos são Bragança e Santarém, com 18 cada, seguindo-se Évora, com 15 formandos.
O período de formação destes 156 novos guardas florestais teve início em 21 outubro de 2019 e a previsão de encerramento do curso é 17 de abril de 2020.
Presente na cerimónia, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, destacou a “dimensão verdadeiramente histórica” do primeiro curso de guardas florestais da GNR, considerando que se trata de um “renascimento de uma tradição que vem de muito de longe e que se encontrava, por circunstâncias que não vale a pena hoje avaliar, à beira de ser perdida”.
“A última vez que tinha havido recrutamento para a guarda florestal tinha sido em 2004, há 15 anos”, apontou o responsável pela pasta da Proteção Civil.
Neste âmbito, o ministro da Administração Interna adiantou que vai ser avaliada, em conjunto com as áreas da Agricultura e do Ambiente, a “necessidade de resposta futura, alargada, que permita não só substituir aqueles que irão cessando funções, mas verdadeiramente um papel de, também, uma força de proximidade, em que a relação com a GNR é essencial”.
“Estes novos elementos vão concluir a sua formação em abril, têm já uma parte de formação no terreno que contribuíram já para resultados em articulação com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), estrutura da GNR […], mas a partir de abril estarão em pleno”, assegurou Eduardo Cabrita.
Além do ministro da Administração Interna, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, disse que a formação dos guardas florestais assume uma “importância acrescida”, nomeadamente na valorização das zonas rurais e no reforço da vigilância do património florestal.
Este concurso, que foi aberto em fevereiro desde ano, destinava-se à contratação de 200 guardas-florestais, mas começaram o curso 164, mantendo-se hoje 156, numa carreira que não admitia qualquer novo elemento desde 2006.
Os guardas florestais foram transferidos para a GNR em 2006 sendo integrados no quadro de pessoal civil da Guarda Nacional Republicana para o reforço da capacidade de vigilância e fiscalização em Portugal.