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Orçamento de Portalegre para 2020 aprovado com votos contra da oposição PS e CDU

A Câmara de Portalegre, gerida por um movimento independente, aprovou hoje o orçamento municipal para 2020, no valor de 18,7 milhões de euros, com os votos contra da oposição socialista e comunista.

20 Novembro 2019

A Câmara de Portalegre, gerida por um movimento independente, aprovou hoje o orçamento municipal para 2020, no valor de 18,7 milhões de euros, com os votos contra da oposição socialista e comunista.
Este ano, o município do Alto Alentejo tem sido gerido por duodécimos, na sequência do chumbo do orçamento por parte da assembleia municipal, tendo prevalecido o documento de 2018 com algumas correções, levando em conta as receitas de 2019.
Hoje, em reunião do executivo municipal, foi aprovado o orçamento para o próximo ano, com três votos a favor dos eleitos da Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP), três votos contra (dois do PS e um da CDU) e uma abstenção por parte do eleito do PSD, tendo prevalecido o voto de qualidade da presidente da câmara.
Em declarações à agência Lusa, a presidente do município, Adelaide Teixeira, lamentou as críticas dos vereadores do PS e da CDU, alegando que “não foram apresentadas sugestões” para melhorar o orçamento.
“Relativamente à CDU, o discurso é sempre o mesmo, mas na verdade não apresenta soluções. O mesmo acontece com o PS, que não apresentou propostas. Aí, então, foi mesmo um vazio completo de qualquer sugestão”, disse.
O vereador do PS José Correia da Luz explicou à Lusa que os dois eleitos socialistas votaram contra o orçamento “por aquilo que não contém”, considerando que o documento demonstra ser “mais uma sombra negativa” daquilo que é Portalegre sob a gestão da CLIP.
“A presidente da câmara manifesta todos os dias, a toda a hora, em tantos pormenores, que não tem ideias, não tem asas para voar e Portalegre precisa disso, precisa de uma cultura política e administrativa muito forte. Não chega ganhar eleições, ganhar eleições é uma coisa, governar é outra”, disse.
Já o vereador da CDU, Luís Pargana, justificou à Lusa o seu voto contra por ter sido apresentado na reunião de executivo um orçamento “espécie faz de conta”, com “cerca de 30 rubricas abertas”, todas elas “a um euro”, e “sem garantias” de previsão, custos ou execução.
“Aquilo que nos foi apresentado é um mero rol de intenções e não é isso que Portalegre precisa. Portalegre precisa claramente de uma estratégia que defina prioridades, que faça opções e que aloque os recursos disponíveis que não são muitos”, afirmou.
O vereador do PSD, Armando Varela, absteve-se, considerando que o orçamento, “de uma forma geral, é realista” e incorpora a previsão de receitas para 2020, sendo “correto do ponto de vista técnico”.
“A câmara tem em vigor o orçamento de 2018 com as revisões que, entretanto, foram feitas, é uma manta de retalhos. Eu acho que a câmara municipal deve ter um orçamento novo a partir de janeiro de 2020 para que a própria gestão corrente seja mais fácil de fazer”, disse.
Na reunião do executivo municipal, também foi aprovado, com o voto de qualidade da presidente da câmara, o Orçamento e Plano Plurianual de Investimento dos Serviços Municipalizados de Águas e Transportes de Portalegre, num valor superior a 5,8 milhões de euros.
Os dois orçamentos vão agora ser submetidos a votação em reunião de assembleia municipal, prevista para o dia 16 de dezembro.
A assembleia municipal é constituída por 10 eleitos do PS, que preside, outros tantos da CLIP, quatro da CDU e quatro do PSD.