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Trabalhadores dos mármores pedem melhores salários e condições de trabalho

"As principais queixas [no sector] têm a ver com baixos salários e com as próprias condições de trabalho”, sendo “um sector que precisa de rejuvenescer, de mais investimento, de melhores condições a todos os níveis”.

15 Novembro 2019

Os trabalhadores dos mármores juntam-se no sábado, em Bencatel, com a presença do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, para reivindicar melhores salários e condições de trabalho, numa altura em que regressa o debate sobre a segurança nas pedreiras.
Em declarações à Lusa, Fátima Messias, coordenadora da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom), explicou que “as principais queixas [no sector] têm a ver com baixos salários e com as próprias condições de trabalho”, sendo “um sector que precisa de rejuvenescer, de mais investimento, de melhores condições a todos os níveis”.
A dirigente sindical referiu que “há um ‘stress’ térmico muito elevado nas pedreiras, nomeadamente para quem trabalha no fundo da pedreira”.
“São espaços que chegam a atingir os 50 graus no Verão e no Inverno é um gelo porque é tudo pedra”, ilustrou.
Fátima Messias pediu “um investimento global”, que inclua os equipamentos de trabalho, e que se reavaliem as pausas necessárias a quem trabalha nestas circunstâncias.
A federação acusa as associações do sector de recusar negociações salariais.
Segundo a dirigente, os valores “pouco estão acima do salário mínimo nacional”, quando há alguns anos chegavam a ser superiores em 300 euros.
“Este bloqueio negocial patronal o que tem feito é empobrecer os trabalhadores deste sector”, lamentou Fátima Messias, garantindo que não foram criados investimentos “da parte das empresas para melhores condições de segurança, saúde e ambiente nas pedreiras”.
A dirigente pede ainda mais acção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).
“Há que averiguar o que se passa nos locais de trabalho, a trabalharem em pleno e nas condições normais”, salientou Fátima Messias.
O sector dos mármores tem, na sua maioria, contratos de trabalho sem termo, de acordo a coordenadora da Feviccom.
“Os direitos do contrato actual estão a ser postos em causa pelas empresas, como as diuturnidades, que é uma forma de recompensar a experiência, a competência, saberes, antiguidade. Isso está a ser posto em causa pelas associações do sector”, referiu.
O sector das pedreiras contava, em 2018, com quase 680 trabalhadores, segundo informação prestada pela federação, com dados da Direção Geral de Energia e Geologia.
No sector transformação de pedra eram, no ano passado, mais de 5.500.