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Câmara de Campo Maior sobe orçamento em 2020 para 15ME

“O orçamento apresenta um aumento de 11% em relação ao deste ano, tendo como eixos principais a valorização do património, requalificar Campo Maior enquanto destino turístico e a acção social", afirmou.

14 Novembro 2019

O orçamento da Câmara de Campo Maior para 2020 é de 15 milhões de euros, superior em 11% ao deste ano, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, o socialista João Muacho.
“O orçamento apresenta um aumento de 11% em relação ao deste ano, tendo como eixos principais a valorização do património, requalificar Campo Maior enquanto destino turístico e a acção social", afirmou.
O orçamento para o próximo ano foi aprovado por maioria, em reunião do executivo municipal, com os votos a favor dos quatro eleitos da maioria PS e uma abstenção do vereador da oposição CDU.
João Muacho, que sucedeu no cargo a Ricardo Pinheiro, eleito deputado pelo PS pelo círculo de Portalegre, nas últimas legislativas, considerou que o orçamento é “ambicioso” e que vai ao encontro dos projectos pretendidos para o concelho raiano.
No que diz respeito à valorização do património, está prevista para 2020 a conclusão das obras de requalificação das fortificações abaluartadas de Campo Maior, num investimento de 1,2 milhões de euros.
O projecto de requalificação das fortificações representa um investimento global de cinco milhões de euros.
“Vamos também ter um Centro Interpretativo e de Acolhimento dos Visitantes da Fortificação, obra que começou há três semanas, sendo o investimento de 500 mil euros”, indicou.
De acordo com o autarca, a obra do Centro Interpretativo da Casa da Flor também já arrancou e deverá estar concluída a meio do próximo ano, num investimento de um milhão de euros.
Na área do turismo, João Muacho adiantou estar prevista a construção de um posto de turismo numa antiga escola, com um custo de 250 mil euros.
“Há também a possibilidade da realização das Festas do Povo em 2020”, sublinhou.
As festas, que só se realizam quando a população da vila alentejana quer, são reconhecidas internacionalmente pela sua originalidade e cariz popular.
Segundo a tradição, os habitantes prepararam durante meses a ornamentação das ruas, fazendo “florir o papel”.
Na área da acção social, o município prevê continuar a recuperar habitações degradadas no centro histórico, iniciativa inserida no plano de acção “Viver em Campo Maior”, contando o projecto com um valor de 700 mil euros.
Ainda no âmbito do mesmo projecto, a câmara e a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior estabeleceram um acordo para a recuperação de um prédio pertencente à instituição de solidariedade para a construção de quatro habitações.
“Vamos também construir um centro de recolha oficial de animais, num investimento de 130 mil euros, e um Centro de Inteligência Competitiva para o estudo de dados e algoritmos, num milhão de euros”, acrescentou João Muacho.
Ao nível dos impostos municipais, a câmara decidiu manter em 0,30% a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e em 5% a taxa de participação no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).
Já em relação à Derrama, é aplicada uma taxa de 1,5% sobre o lucro tributável.
O orçamento vai ser sujeito a votação no decorrer de uma reunião da Assembleia Municipal de Campo Maior, composta por 11 eleitos do PS e sete da CDU.