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Escola Básica de Gavião é pioneira em projecto de flexibilidade curricular

Além de se querer alcançar melhores resultados com os alunos, o objetivo passa ainda, por exemplo, por dividir o ano letivo em dois períodos, situação que deverá ocorrer no próximo ano, entre outros aspetos inovadores.

20 Outubro 2019

Cerca de 300 alunos da Escola Básica de Gavião (Portalegre), estão envolvidos num projeto de flexibilidade curricular, cuja disciplina de cidadania e desenvolvimento é um dos pilares, sendo este estabelecimento um dos pioneiros no país nesta área.
O projeto arrancou neste estabelecimento de ensino do distrito de Portalegre no ano letivo 2017/2018, os alunos foram integrando o programa de forma faseada, faltando nesta altura integrar o quarto ano, situação que vai ocorrer no ano letivo de 2020/2021.
O diretor do Agrupamento de Escolas de Gavião, Paulo Pires, disse à agência Lusa que o projeto encontra-se numa fase de “consolidação” e, além de se querer alcançar melhores resultados com os alunos, o objetivo passa ainda, por exemplo, por dividir o ano letivo em dois períodos, situação que deverá ocorrer no próximo ano, entre outros aspetos inovadores.
“Com estes projetos de retirar os alunos das salas de aulas, pura e simplesmente, e levá-los para o terreno, levá-los a ter capacidade de investigar, ter capacidade de trabalhar em grupo e de ter uma intervenção pró-ativa, isso revela-se muito mais motivador para eles”, disse.
“Eu penso que nós ainda temos um caminho a percorrer, demos passos muito importantes, com alguma consolidação e muita determinação, e estamos numa fase de consolidação do projeto”, acrescentou.
Ao desenvolverem nesta área os denominados Domínios de Autonomia Curricular (DAC), pretende-se que as várias disciplinas que são lecionadas articulem o currículo entre si e os professores, naqueles conteúdos que são comuns, os possam abordar de maneira “articulada e enriquecedora” para os alunos.
“Todos dão um episódio e no fim sai o global. Por outro lado, com esta estratégia de disciplina de cidadania de escola acabamos por levar os alunos a trabalhar temas que muitas vezes não podem pela exaustão das disciplinas”, acrescentou.
De acordo com Paulo Pires, são selecionados temas que estejam relacionados com a cultura geral, património, meio ambiente, sendo abordados de uma forma “muito mais presente” e “esquematizada” para os alunos.
“Os alunos são obrigados a refletir, a fazer trabalhos, exposições, ir ao terreno”, explicou.
Também na área da oferta complementar e em DAC os alunos participaram, no ano letivo anterior, num outro projeto, nomeadamente na recriação histórica da comemoração dos 500 anos da atribuição do Foral a Belver.
“Nós temos um projeto que está integrado na flexibilidade, que se chama `Gavião na grande rota da ciência – G2RC` e, esse projeto que é desenvolvido com o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, tem a grande mais valia de trabalharmos a ciência ativa em sala de aula, mas grande parte dele é realizado fora da sala, nos contextos locais e regionais”, acrescentou.
O projeto “Gavião na grande rota da ciência - G2RC” conta ainda com a “formação” de professores e a “construção” de guiões de atuação prática com os alunos no terreno.
“No terreno têm trabalhado o ciclo do linho, o ciclo do pão, o ciclo do azeite, o ciclo do vinho, o ciclo da lã, temos trabalhado o rio Tejo, o observatório avifauna que temos numa aldeia e vamos agora iniciar a plantação do linho numa horta”, disse.
Além deste projeto, que conta agora na escola com uma “sala do futuro” ligada à ciência e tecnologia, bem como ao desenvolvimento de aprendizagens inovadoras.
Em paralelo, aquela escola concorreu ao programa Eramus + para a formação de professores, tendo alguns docentes recebido formação em Espanha e Itália, estando agora projetada uma ação de formação na Finlândia.
Além desta formação para professores, a escola prepara-se também para levar a Espanha, Grécia e Itália alguns alunos para troca de experiências e aprendizagem.
“Vamos preparar uma candidatura, para iniciar no próximo ano letivo, onde vamos trabalhar o ciclo do vinho como recurso endógeno de quatro regiões que se vão envolver, neste caso nós, uma outra escola da Ilha Terceira (Açores), uma escola Italiana e uma outra espanhola”, disse.

HYT // HB
Lusa