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Mesa da Assembleia Geral deliberou ainda a realização de uma auditoria interna à associação

Direcção dos Bombeiros destituída e criada Comissão Administrativa

A Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros Voluntários de Elvas reuniu terça-feira, dia 20 de Agosto, e deliberou, por unanimidade, a destituição da actual Direcção, sendo ainda decidida a instituição de uma Comissão Administrativa.

20 Agosto 2019

A Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros Voluntários de Elvas reuniu terça-feira, dia 20 de Agosto, e deliberou, por unanimidade, a destituição da actual Direcção, sendo ainda decidida a instituição de uma Comissão Administrativa.
Em comunicado enviado às redacções, a Mesa da Assembleia Geral acrescenta que foi igualmente deliberada, também “por unanimidade”, a realização de uma “auditoria interna à Associação dos Bombeiros Voluntários de Elvas”.
O documento começa por explicar que, “no presente mês de Agosto, foi entregue ao presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros Voluntários de Elvas uma petição interna, assinada pela maior parte do corpo activo da mesma, para a destituição da, até então, actual Direcção da mesma associação”.
Exercendo as funções que lhes competem, os membros da Mesa da Assembleia Geral reuniram-se a 20 de Agosto “para avaliar a conduta da, até então, actual Direcção”.
De acordo com a Mesa da Assembleia Geral, para além deste “abaixo-assinado” entregue pelos Bombeiros Voluntários de Elvas, “vários foram os motivos” que levaram a “esta tomada de posição”.
O comunicado enviado aos órgãos de comunicação social dá conta dos “mais determinantes”.
“Aquando da indicação de uma Equipa de Intervenção Permanente para os Bombeiros Voluntários de Elvas, em Fevereiro de 2019, a Direcção manifestou impossibilidade em constituir a mesma. Esta decisão resultou na não indicação de uma Equipa de Intervenção Permanente, sendo Elvas, a par com Alter do Chão, os únicos concelhos do distrito que se vêem privados desta equipa de resposta imediata, prejudicando os interesses dos Bombeiros e, acima de tudo, dos habitantes e do património do concelho de Elvas, aquele que mais ocorrências regista no seu distrito”, pode ler-se no documento.
Depois, “com a época de incêndios de 2019 (DECIR 2019), a Associação dos Bombeiros Voluntários de Elvas foi questionada acerca da disponibilidade para assumir a logística da alimentação, garantindo a correcta utilização dos 7,50 euros atribuídos pelo Estado por refeição a cada bombeiro”. Como resposta, “manifestou o presidente da Direcção uma indisponibilidade para assumir tal suporte logístico, sendo necessária a intervenção posterior da Câmara Municipal de Elvas para que se manifestasse 'disponibilidade condicionada'”.
“Sabendo que as ocorrências não têm hora marcada, a existência de condicionamentos horários previamente definidos para as refeições limita o acesso a alimento por parte dos Bombeiros de Elvas, acto de gestão que evidencia a falta de preocupação da Direcção, comprovada nos incêndios no concelho de Elvas nos dias 5, 6 e 16 de Junho de 2019, em que os Bombeiros Voluntários de Elvas não tiveram qualquer alimentação condigna”, lamentou a Mesa da Assembleia Geral.
Por fim, “a 30 de Julho de 2019, o presidente da Assembleia Geral solicitou por e-mail, ao presidente da Direcção, a última acta de reunião de Direcção assinada pelos elementos presentes na mesma, bem como a aprovação de contas pela Direcção e o relatório aprovado pelo Conselho Fiscal referente ao exercício do ano de 2018, ambos devidamente assinados pelos seus membros”. Como resposta, “foi obtida uma promessa de envio assim que possível, sem que até à presente data tenha sido feita”.
“A inexistência de tais documentos boicota a avaliação do funcionamento da Direcção da Associação, uma vez que os mesmos são garante da legitimidade dos actos da Direcção, ao indicar quando se realizam, com que periodicidade e quais as suas decisões”, refere o comunicado.
Posto isto, a Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros Voluntários de Elvas entendeu que “a actual Direcção não detinha as condições mínimas para a continuação de exercício das suas funções”, pelo que, “nos termos do artigo 80º dos estatutos da mesma associação”, deliberou a sua destituição.

Notícia actualizada às 00,41h

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