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Alentejo aposta na internacionalização à escala global

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), Roberto Grilo, disse hoje que o Alentejo está "numa nova geração de posicionamento da região" e que a ambição é a internacionalização à escala global.

13 Maio 2019 | Fonte: Sapo 24

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), Roberto Grilo, disse sábado, 11 de Maio, que o Alentejo está "numa nova geração de posicionamento da região" e que a ambição é a internacionalização à escala global.

O responsável vincou a ideia no final de uma visita à Califórnia, nos Estados Unidos da América, integrada na missão Alentejo Global Invest, que foi liderada pela Associação de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) com o objectivo de promover as actividades portuárias de Sines e captar investimento na área agro-alimentar da região.

"A missão tem ambição e revela um posicionamento da região com uma orientação para os mercados internacionais, apostando na valorização dos seus activos", declarou o executivo. "Há um grau de confiança na região que a leva a tentar fazer esta afirmação perante os maiores dos sectores", tanto nas operações portuárias como no agro-alimentar.

A expectativa é que haja um retorno de investidores, tendo sido discutida a preparação de uma missão inversa que levará entidades e empresas a visitar o Alentejo, no sentido de concretizar investimentos.

“Foi isso que aconteceu após a missão à China, com acordos de exportação de carne de porco no valor de 300 milhões de euros entre 2019 e 2020, e já existe a ambição de conduzir visitas semelhantes de promoção ao Brasil”, disse.

"A nossa aposta é todos em conjunto contribuir de forma concreta para ajudar a que estes investimentos venham consolidar esta nova visão e o esforço que tem sido feito para dotar a região destas infraestruturas", disse o responsável, considerando que existe um "novo Alentejo" e que a imagem de paisagem estática que foi interiorizada "não corresponde ao Alentejo dos dias de hoje".

De acordo com Roberto Grilo, que acompanhou partes das duas componentes da missão, o Alentejo exportou 3 mil milhões de euros em 2017 e superou os 3,5 mil milhões em 2018, com foco nos mercados intra-comunitários de Espanha, França e Alemanha.

"Mas temos factores que não têm sido relevados, tal como a posição geoestratégica do porto de Sines", afirmou. "A ambição é atrair investidores, dar a conhecer a vantagem de um porto com a capacidade de crescimento que tem e a vantagem de fazer a conexão com o continente americano e ser porta atlântica de entrada na Europa".

Na vertente agro-alimentar, Roberto Grilo salientou que o Alentejo tem inclusive a capacidade de "exportar boas práticas" nas actividades de cultivo, rega e produtividade, fazendo "tão bem" como a Califórnia e nalguns casos até de forma diferenciada.

A missão permitiu perceber que o Alentejo tem "condições vantajosas para atrair investimentos para o território, garantindo competitividade à escala global".

No entanto, "a região ainda não tem a visibilidade que se pretende num continente como o americano", disse o presidente da CCDRA, considerando que há um défice de marketing que estas missões ajudam a resolver.

Califórnia Alentejo