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Europa disponibiliza mil milhões de euros para jovens agricultores

A Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento (BEI) lançaram ontem, 29 de Abril, uma linha de crédito de 1000 milhões de euros destinada aos jovens agricultores.

30 Abril 2019

A Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento (BEI) lançaram ontem, 29 de Abril, uma linha de crédito de 1000 milhões de euros destinada aos jovens agricultores.

O pacote de 1 000 milhões de euros, anunciado pelo comissário responsável pela Agricultura, Phil Hogan, e pelo vice-presidente do BEI, Andrew McDowell, tem por objectivo alargar o acesso dos agricultores da UE ao financiamento, em especial os jovens agricultores. Em 2017, foram rejeitados 27% dos pedidos de empréstimo apresentados aos bancos por jovens agricultores da UE, em comparação com apenas 9 % para outras explorações agrícolas.

Phil Hogan, comissário responsável pela Agricultura e pelo Desenvolvimento Rural, sublinhou que "o acesso ao financiamento é crucial e constitui muitas vezes um obstáculo para os jovens que pretendem abraçar esta profissão. Dado que 11% dos agricultores europeus têm menos de 40 anos, o apoio aos jovens agricultores constitui uma prioridade para a Comissão Europeia e a política agrícola comum pós-2020. Congratulo-me, pois, com o lançamento desta nova iniciativa conjunta".

O vice-presidente do BEI responsável pela Agricultura e a Bioeconomia, Andrew McDowell, referiu que "o sector agrícola é a espinha dorsal da economia da UE e tem uma função fundamental a desempenhar, não só na produção de alimentos saudáveis, mas também na luta contra as alterações climáticas e a preservação do ambiente. O BEI perspectiva o futuro do sector e pretende, com esta nova iniciativa, colmatar uma importante lacuna do mercado, o acesso ao financiamento que falta aos agricultores, em especial à próxima geração de agricultores. Esta linha de crédito apoiará igualmente o crescimento e a competitividade no sector da agricultura/bioeconomia, mediante a preservação e a criação de emprego nas regiões rurais e costeiras".

O programa será gerido a nível dos Estados-Membros, por bancos e sociedades de locação financeira que operam em toda a UE. Os bancos participantes devem igualar o montante autorizado pelo BEI, o que significa um potencial montante total de 2 mil milhões de euros, devendo ser dada prioridade aos jovens agricultores.

O programa colmatará muitas das insuficiências que os agricultores enfrentam actualmente, nomeadamente taxas de juro mais baixas; períodos mais longos, até 5 anos, antes do início do reembolso do empréstimo; períodos mais longos para o reembolso da totalidade do empréstimo (até 15 anos); maior flexibilidade, consoante as condições, para responder à volatilidade dos preços no sector agrícola, a fim de que os agricultores possam continuar a reembolsar os empréstimos em períodos difíceis (por exemplo, através de um período de suspensão do reembolso, que lhes permita não pagar os empréstimos durante alguns meses).

Em França, estão já a ser executados neste regime dois projetos-piloto, no montante de 275 milhões de euros. Estas linhas de crédito destinam-se especificamente a jovens agricultores e à atenuação das alterações climáticas.