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Preço das casas cai em 15 concelhos alentejanos

Campo Maior, Almodôvar e Mértola são os três concelhos alentejanos onde se registou a maior queda do preço da habitação ao nível regional nos últimos dois anos, segundo dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Roberto Dores

27 Abril 2019 | Fonte: www.diariodosul.com.pt

Campo Maior, Almodôvar e Mértola são os três concelhos alentejanos onde se registou a maior queda do preço da habitação ao nível regional nos últimos dois anos, segundo dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Mas há outros 13 municípios da região onde o preço da habitação está a baixar, enquanto Évora mantém os valores mais altos entre os três distritos.
Campo Maior surge mesmo entre os cinco concelhos do país onde se dá a maior queda do preço das casas, com o metro quadrado a ser avaliado em 372 euros, traduzindo menos 35,6% face aos valores de 2016. Também Almodôvar e Mértola apresentam uma redução superior aos 30%, seguindo-se um conjunto de três municípios (Elvas, Vila Viçosa e Ferreira do Alentejo) onde a queda do preço da habitação varia entre os 10 e os 20%, comparando o terceiro trimestre de 2018 com o período homólogo de 2016.
Já com reduções até aos 10% surgem os concelhos de Portalegre, Mora, Arraiolos, Arronches, Nisa, Alvito, Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Alandroal e Fronteira.
Esta queda do preço da habitação no Alentejo é atribuída à “falta de dinamismo económico destas regiões e perda de população”, segundo avança o presidente da Associação dos Profissionais das Empresas de Mediação Imobiliária, Luís Lima, recordando que o preço responde em função da procura, sendo o Alentejo apontado - pelos dados disponibilizados pelo INE - como sendo umas regiões do pais em que se dá a maior queda dos preços, juntamente com a Margem Esquerda do Douro, Interior das Beiras e Ribatejo.
Entretanto, o preço da habitação continua a aumentar em alguns concelhos alentejanos, sendo na cidade de Évora que se encontram as casas mais caras da região, colocando a capital de distrito entre os valores mais elevados do país.
Tendo ainda por base os dados divulgados INE, com preços referentes ao terceiro trimestre de 2018, Évora atinge um total de 1094 euros por valor mediano de metro quadrado de alojamentos familiares. Sines é a outra cidade alentejana que ultrapassa a barreira dos mil euros por metro quadrado, atingindo as casas um preço médio de 1018 euros, mostrando as estatísticas do INE que é, precisamente, no Litoral Alentejano que se concentram as casas mais caras da região.
Grândola chega aos 976 euros, Odemira aos 970, Santiago do Cacém aos 876 e Alcácer do Sal fica-se pelos 731 euros, que, ainda assim, é dos valores mais altos entre a habitação regional.
Mais perto só encontramos Beja, onde o metro quadrado anda pelos 683 euros, enquanto em Montemor-o-Novo chega aos 658 e em Portalegre aos 637. Segue-se Ponte de Sor (583), Mourão (556), Estremoz (536) e Vila Viçosa (572).
Curiosamente duas das principais cidades do Interior exibem valores mais baixos que a média. Moura fica-se pelos 455 euros o metro quadrado, enquanto Elvas desce até aos 443 euros, sendo o concelho raiano ultrapassado por municípios como Redondo (490), Reguengos de Monsaraz (489), Arraiolos (456). Com valores médios mais baixos por casa surgem os concelhos de Viana do Alentejo (438) e Portel (346).
Segundo o INE, apenas num em cada quatro concelhos os preços desceram no terceiro trimestre do ano passado face ao mesmo período de 2017, enquanto já no início do 2018, segundo as contas feitas pelo Idealista, os preços das casas aumentavam nas três capitais de distrito alentejanas entre abril e junho, com Évora a liderar a tabela, registando uma subida do valor de 7,1%. Segue-se Portalegre (5,6%), enquanto Beja atinge os 5,4 pontos percentuais. As capitais alentejanas superarem mesmo o Porto, com um aumento de 4,3%, e Viseu.