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Política

João Pedro Luís preside JSD Portalegre

Os novos órgãos concelhios da JSD de Portalegre tomaram posse sábado, 6 de Abril, numa cerimónia que decorreu durante um jantar num restaurante em Portalegre.

09 Abril 2019

Os novos órgãos concelhios da JSD de Portalegre tomaram posse sábado, 6 de Abril, numa cerimónia que decorreu durante um jantar num restaurante em Portalegre.

A tomada de posse teve como cabeças-de-cartaz Margarida Balseiro Lopes, presidente da JSD, e Miguel Morgado, deputado do PSD e fundador do "Movimento 5.7". A JSD Portalegre é agora presidida por João Pedro Luís.

Para além dos convidados, estiveram também presentes Cristóvão Crespo, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, Luís Vitorino, Presidente da Câmara Municipal de Marvão, João Crespo, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Arronches, entre outros autarcas, e vários dirigentes do PSD e da JSD, como José Cavalheiro, Presidente da Secção do PSD de Portalegre, António José Miranda, Presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Diogo Cúmano, Presidente da Comissão Política Distrital de Portalegre e Vice-Presidente da Comissão Política Nacional da JSD e Paula Fevereiro, candidata ao Parlamento Europeu nas listas do PSD.

Intervieram José Cavalheiro, Paula Fevereiro, Diogo Cúmano, António José Miranda, João Pedro Luís, Margarida Balseiro Lopes e Miguel Morgado.

Das várias intervenções, destacou-se a intervenção de Diogo Cúmano. O Presidente da Comissão Política Distrital da JSD felicitou a nova comissão política concelhia, tendo atribuído responsabilidade aos novos eleitos e relembrou a importância que a JSD tem no quadro político local. Sobre política distrital, Diogo Cúmano criticou a ausência de transportes públicos no interior do país e a falta de mobilidade intermunicipal, a falta de investimento público no distrito e os casos de nepotismo nas Câmaras Municipais de Sousel e de Elvas. Para além disso, destacou-se a saudação formal ao Presidente da Câmara Municipal de Marvão, a quem Diogo Cúmano agradeceu a presença tendo garantido que seria reeleito com maioria absoluta em 2021: «Todos sabemos que só não faz mais por Marvão e pelos seus munícipes porque os eleitos pelo Partido Socialista e pela lista dos independentes não o permitem na Assembleia Municipal. Mas pode ter a certeza que as pessoas têm consciência disso e estamos certos que será reeleito Presidente da Câmara Municipal de Marvão em 2021. Que esse trabalho sério e essa dedicação sirvam de inspiração a estes jovens que hoje tomam posse em Portalegre», disse.

Na intervenção do Presidente da distrital do PSD, António José Miranda felicitou os eleitos e criticou o desinvestimento no distrito. Falou também na questão relacionada com a “família socialista” e criticou a medida dos passes sociais que não ajuda minimamente o distrito de Portalegre.

João Pedro Luís, o novo presidente da JSD/Portalegre, falou antes dos cabeças-de-cartaz. Numa intervenção curta e assertiva, disse que a JSD será "o braço armado do partido". Prometeu lealdade mas sem submissão e garantiu que todos os eleitos têm a noção da responsabilidade que lhes foi atribuída nesta eleição. Para além disso, teve oportunidade de deixar claro que "Portalegre é uma capital de distrito adormecida» e nomeou algumas preocupações que deveriam ser prioridades para a Câmara Municipal de Portalegre como a perda de população, sobretudo jovens, a falta de acessos, a falta de emprego e a apatia generalizada. Quanto às eleições autárquicas, disse ainda que o PSD deverá candidatar alguém sério, que conheça bem a realidade do município e que seja capaz de «recuperar a Câmara Municipal em 2021".

Relativamente ao PSD, João Pedro Luís deixou claro que se revê num PSD aberto e plural, do centro esquerda ao centro direita, mas que seja "claramente não socialista".

No fim da tomada de posse intervieram Margarida Balseiro Lopes, que contou a forma como conheceu o novo presidente da JSD/Portalegre no Parlamento dos Jovens em 2016, e Miguel Morgado, que explicou a origem do "Movimento 5.7", tendo enunciado vários problemas relacionados com o socialismo em Portugal, tendo-o descrito como uma «oligarquia, que coloniza o Estado e que tem de ser combatida». No fim, lançou um desafio aos jovens portalegrenses: «Que daqui a 20 anos, quando tivermos acabado com o socialismo da corrupção e da endogamia, possamos olhar para trás e dizer que tudo começou numa noite de Abril em Portalegre».