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Preço da água a pagar no distrito de Portalegre regista as maiores variações de ano para ano

O distrito de Portalegre apresenta grandes variações de ano para ano no que toca aos tarifários de água aplicados pelos diferentes municípios.

03 Abril 2019

O distrito de Portalegre apresenta grandes variações de ano para ano no que toca aos tarifários de água aplicados pelos diferentes municípios.
Exemplo disso é o Município de Castelo de Vide, que em 2016 ocupava a posição 291ª no ranking, passando para a 5ª em 2017 e descendo novamente à posição 228ª em 2018.
Esta é uma das conclusões do Estudo da Água promovido pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN) para o ano de 2018, que vai na sua quarta edição e que revela que as famílias continuam a ser discriminadas no acesso à água, em função da sua dimensão e do município onde vivem.
O distrito de Portalegre mantém ainda algumas disparidades no preço da água, que pode chegar a ser cerca de seis vezes mais cara, dependendo do município onde se reside. Em concreto, uma pessoa que viva sozinha em Ponte de Sor paga anualmente 29,28 euros e o mesmo agregado, pelo mesmo consumo em Portalegre, paga 93,72 euros, ou seja, três vezes mais.
Portalegre é o Município que mais discrimina as famílias até cinco elementos e o Crato é o mais penalizador para os agregados com seis ou mais elementos.
Uma família com quatro elementos em Portalegre paga anualmente 237,72 euros, cerca de oito vezes mais do que a mesma família pagaria em Terras de Bouro, Braga (31,68 euros por ano).
Em 2018 surgiram dois novos tarifários familiares no distrito de Portalegre, em Ponte de Sor e no Crato, subindo para nove o número de municípios a aplicar estes tarifários (cerca de 60% do distrito).
Porém, não existe um modelo padrão para a construção destes tarifários e a sua eficácia nem sempre responde aos objectivos da sua criação. Exemplo disso é Ponte de Sor, que, devido à criação de um Tarifário Familiar, subiu 192 lugares no ranking nacional, passando a ocupar, em 2018, a 35ª posição.
Por outro lado, o Crato manteve-se no fundo da tabela, em penúltimo lugar, uma vez que o tarifário familiar criado não consegue suprir as desigualdades geradas pelos elevados preços por m3 praticados pelo Município.
A construção dos tarifários de abastecimento de água é uma competência do poder local e a APFN está disponível para ajudar na sua construção de forma a torná-los mais justos e mais equitativos para as famílias.
A APFN sublinha que o valor a pagar por um copo de água deve ser sempre o mesmo, não podendo depender o seu preço do número de elementos que compõem o agregado familiar nem do município onde as famílias vivem.