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Rondão Almeida diz basta e pede demissão de Mocinha

Vereador da oposição apela a eleições antecipadas

28 Março 2019

Foi com um murro na mesa que José António Rondão Almeida disse “basta”. O vereador da oposição mostrou-se desagradado com o rumo e principalmente com a postura que Nuno Mocinha, presidente da Câmara de Elvas, tem assumido e pediu a demissão e consequentemente eleições municipais antecipadas.

“Chegou a hora de dizer basta. Basta a abuso de tanto poder. De dizer basta à forma como hoje [quarta-feira] fui ofendido. Basta de tantos cortes naquilo que eram os programas sociais. Basta de assistir à lapidação do património municipal. Basta de tantos aumentos. Basta de dar a imagem que damos em meios de comunicação nacionais”, afirmou Rondão Almeida, na noite desta quarta-feira, 27 de Março, em conferência de imprensa, que teve lugar num restaurante na Calçadinha.

“Você [Nuno Mocinha] disse que ia deixar a Câmara Municipal de Elvas e não se iria recandidatar. O MCPE pede-lhe que respeite todos os candidatos, que deixe o seu lugar e antecipe de imediato eleições. Dei a palavra aos elvenses. Eles estão saturados da política destes dois anos. Se não está apegado ao lugar só tem é de sair quando o povo exige e o povo o exige neste momento”, apontou o vereador da oposição.

Na base deste apelo a novas eleições para o município elvense, está a postura apresentada por Nuno Mocinha, em especial na última reunião de Câmara, que se realizou na manhã de quarta-feira, 27 de Março.

“O presidente da Câmara abusando dos poderes, intervém contra os órgãos de comunicação social impedindo os jornalistas, em sessão pública, de fazer a gravação da sessão, além de fazer relatos indevidos naquele local, que só dizem respeito ao mesmo órgão [referindo-se ao facto de Nuno Mocinha não fazer declarações ao ‘Linhas’ devido a uma fotografia numa rubrica humorista da última edição]”, referiu Rondão Almeida.

Além da posição contra a comunicação social, o vereador lembrou a postura contra os eleitos da oposição.

“Nega-se a prestar informações aos eleitos do movimento. Chamou dois elementos que não constavam no concurso do pessoal. Questionei-o e o presidente diz que não responde porque não tem de responder. O presidente da Câmara assume uma postura de acusar-se em qualquer tipo de provas, em que a oposição é responsável de todas as acusações anónimas relativo à comunicação social”, indicou Rondão Almeida sobre a reportagem da RTP sobre concursos camarários, ao lembrar ainda que foi negado a cedência de espaços para que o MCPE se pudesse reunir, mas o mesmo não aconteceu com a Juventude Socialista.

“É lamentável que nós independentes tenhamos este tratamento por parte de um órgão democrático. O mais grave de tudo isso é o tom ameaçador em que confessa ter telhados de vidro, mas ao mesmo tempo, diz  que todos têm telhados de vidro. Se reconhece os seus telhados de vidro então que o MP investigue. E se tiver conhecimento de algum telhado de vidro dos meus 20 anos como presidente da Câmara, então era obrigação ter dado conhecimento ao MP, uma vez que em 5 mandatos eu tive 5 inspecções. E nada consta que me pese na consciência”, alegou o autarca.

Rondão Almeida voltou a lembrar as vendas de imóveis municipais por parte da Câmara, no qual o autarca alega que apenas servem para “tapar buracos da péssima gestão” camarária, além dos aumentos na água e tratamento de resíduos.

“Muito aguentaram os nossos autarcas para que até hoje tivesse mantido uma forma de se fazer política em Elvas sem criar grandes alaridos. Concluímos que não devíamos criar factos políticos a toda a hora, porque a cidade e as pessoas estavam fartas de política baixa. No entanto chegou o momento de mudarmos a maneira de estar na política”, referiu José Rondão Almeida.