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Portugal e Espanha em nova luta pelos Descobrimentos

Este ano assinalam-se os 500 anos do início da expedição de Fernão de Magalhães. RAH reclama total feito espanhol na volta ao mundo

12 Março 2019 | Fonte: Rádio Renascença

O sec. XV e XVI marcou a era dos Descobrimentos. As viagens marítimas de Portugal e Espanha apresentaram o Novo Mundo (Américas) ao Velho Continente (Europa). Inclusive tratados foram assinados entre as duas nações para delimitar a área de posse e exploração.

A expedição de Fernão de Magalhães foi a primeira viagem marítima à volta do globo. O navegador português velejou com barcos espanhóis após a coroa portuguesa ter rejeitado apostar numa expedição em volta ao mundo.

Os factos fazem parte da história, mas voltou a ser lembrada na segunda-feira, 11 de Março pela Real Academia de História de Espanha, que reclama que a primeira viagem de circum-navegação foi um feito exclusivamente espanhol.

No ano em que se assinalam os 500 anos da expedição (1519-1522) o relatório refere que “com dados, absolutamente documentados, é incontestável a plena e exclusiva autoria espanhola da expedição”. A Real Academia de História (RAH) de Espanha refere que o documento serve para evitar que a comemoração dos 500 anos da expedição “não se convertam numa divisão” entre os dois países vizinhos, ao alegar que as autoridades portuguesas tentam capitalizar a paternidade da autoria da viagem pelo facto de Fernão de Magalhães ter nascido em Portugal.

Segundo escreve a Renascença esta terça-feira, “o relatório da RAH foi elaborado a pedido do diário ABC, que antes desse anúncio tinha avançado que, numa candidatura inicial da rota de Magalhães apresentada por Portugal à UNESCO, o Governo luso teria apagado o império espanhol da história ao quase não fazer referência ao nome de Sebastião Elcano ou o papel preponderante de Espanha na realização da viagem”.

No relatório a RAH refere que Magalhães serviu a coroa de Portugal em viagens no Oceano Índico, mas que entrou em discórdia com o rei D. Manuel I por este não reconhecer os méritos do navegador. Deixou Portugal, instalou-se em Espanha onde casou e serviu a coroa espanhola. O documento da RAH refere que Portugal tentou que a viagem não se realiza-se e que o reino luso qualificou Magalhães de traidor e renegado.

Em declarações à Rádio Renascença, Augusto Santos Silva, Ministro Português dos Negócios Estrangeiros, diz ser “estranho que uma instituição possa dizer que uma expedição comandada por um português, com pilotos portugueses, sob direcção científica portuguesa e que envolveu mais de uma dezena de nacionalidades europeias, possa ser considerada exclusivamente espanhola”.

A 23 de Janeiro Portugal e Espanha anunciaram em Madrid uma candidatura conjunta a património da humanidade da primeira viagem de circum-navegação do globo.

A viagem à volta ao globo começou a 20 de Setembro de 1519, em Sanlúcar de Barrameda, no sul de Espanha. Foi iniciada por Fernão de Magalhães. A viagem terminou no mesmo local pelo navegador espanhol Sebastião Elcano, já que Magalhães veio a falecer durante a viagem.