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“Atentado” ao património industrial da Robinson preocupa PCP

A Comissão Concelhia de Portalegre do PCP considera que a Fábrica Robinson está a ser “objecto de uma acção de destruição que parece configurar um grave atentado ao património classificado como de interesse público”.

19 Janeiro 2019

A Comissão Concelhia de Portalegre do PCP considera que a Fábrica Robinson está a ser “objecto de uma acção de destruição que parece configurar um grave atentado ao património classificado como de interesse público”.
De acordo com o partido, “no mesmo dia em que a Câmara de Portalegre assiste passivamente à venda ao desbarato do edifício dos escritórios originais dos Robinson, com valor de reserva de 70 mil euros, mas licitado por cerca de 9 mil, foi dado início à demolição de outro edifício no interior da fábrica, onde estava guardada parte da maquinaria de maior valor arqueológico para o projecto de Museu da Cortiça que a Câmara anunciara vir a implantar no local, como ainda consta no sítio do Município na internet”.
“Sem qualquer medida de salvaguarda, este edifício, que funcionou como ‘armazém da cortiça granulada’, foi demolido por ordem do Conselho de Administração da Fundação Robinson, cujo presidente é nomeado directamente pela presidente da Câmara e onde só participam elementos da confiança política da maioria que governa a Câmara”, refere a concelhia do PCP em comunicado.
No documento pode ainda ler-se que “este atentado ao património, efectuado à socapa, sem aviso prévio, motivou já a demissão da arqueóloga industrial contratada pela Fundação, que na sua carta de demissão alega motivos de ‘deontologia profissional’, criticando o atentado patrimonial efectuado sem o seu conhecimento e recusando ser ‘cúmplice e conivente com algo que considera profundamente errado’”.
No espólio arqueológico soterrado pelo entulho desta demolição encontram-se máquinas a vapor da Fábrica original, de “valor incalculável e indispensáveis” para qualquer projecto de requalificação museológica daquele espaço.
O PCP questionou já a presidente da Autarquia em relação a este “atentado patrimonial”, através do vereador da CDU na Câmara Municipal de Portalegre, que foi também o primeiro subscritor da petição pública para salvar a Robinson, recentemente discutida no Plenário da Assembleia da República e de que resultou uma recomendação ao Governo para a adopção de medidas excepcionais de salvaguarda daquele património industrial, aprovada por unanimidade e consenso de todos os grupos parlamentares.