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Hospitais de Elvas e Portalegre não são viáveis, diz sindicato dos médicos

ULSNA responde que tem aberto vários concursos para contratação de médicos mas que estes têm fraca adesão

03 Janeiro 2019 | Fonte: Diário do Sul

Os hospitais de Elvas e Portalegre não são viáveis. Quem o afirma é o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), ao indicar, na quarta-feira, 2 de Janeiro, que em 2018 efectuaram concursos para aquisição externa de serviços médicos num valor superior a 5,6 milhões de euros.

Em comunicado o SIM indicou que “se dois hospitais que para funcionar precisam mais de cinco milhões de euros por ano em contratação externa de serviços médicos não são hospitais viáveis. Esta verba daria para contratar 118 médicos especialistas das várias especialidades, integrados na carreira médica".

O SIM acusa ainda a ULSNA de alocar as verbas dos custos destes serviços, no centro de custos de aprovisionamento.

"A ULSNA opta por esbanjar o orçamento em empresas de serviços médicos ao mesmo tempo que oculta os custos num centro de custos de aprovisionamento. O Governo, os conselhos de administração e os responsáveis da Administração Regional de Saúde preferem assim gastar quantias exorbitantes para a contratação de empresas de prestadores de serviços na tentativa de colmatarem as falhas por eles criadas e de enganarem a população que tanto tem sido desprezada", refere o documento.

Face a esta posição a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), que tutela os dois hospitais, recusou-se a comentar a denúncia do SIM.

Explicou, no entanto, que tem aberto regularmente concursos para contratar médicos, no entanto estes não têm tido adesão.

Devido à falta de médicos para especialidades a ULSNA usa a via da contratação através de prestação de serviços.

Em Fevereiro do ano passado o Público noticiou que 40% dos médicos do Hospital de Portalegre estavam em contratos de prestação de serviços. Na altura o presidente do conselho de administração da ULSNA, João Moura Reis, disse que eram necessários incentivos como garantia de habitação, para os profissionais se instalarem no Interior.

Ontem a ULSNA recebeu 16 novos médicos internos. Cinco deles seguiram para formação específica.

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