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Crise política

PSD Portalegre retira confiança política ao vereador Armando Varela

A Comissão Política de Secção (CPS) de Portalegre do PSD deliberou, por unanimidade, retirar a confiança política ao vereador Armando Varela, “demarcando-se formal e institucionalmente das respectivas posições políticas e decisões executivas”.

23 Outubro 2018

A Comissão Política de Secção (CPS) de Portalegre do PSD deliberou, por unanimidade, retirar a confiança política ao vereador Armando Varela, “demarcando-se formal e institucionalmente das respectivas posições políticas e decisões executivas”.

O vereador eleito pelas listas do PSD à Câmara Municipal de Portalegre, Armando Varela, havia recebido nova recomendação segunda-feira, 22 de Outubro, na sequência de uma reunião ordinária da CPS de Portalegre do PSD, órgão político que neste acto voltou a pedir ao ex-autarca de Sousel a renuncia aos pelouros que lhe foram atribuídos no âmbito do acordo tripartido para governação do concelho de Portalegre.

De acordo com José Manuel Cavalheiro, presidente da Comissão Política de Secção de Portalegre do PSD, esta segunda e última recomendação validava a posição dos militantes reunidos em Assembleia de Secção a 11 de Outubro e retratava igualmente a indicação resultante da reunião extraordinária de mediação que ocorreu a 18 de Outubro.

“Apesar de todos os esforços e disponibilidade para dialogar desenvolvidos por parte da CPS – órgão de direcção política permanente das actividades do Partido a nível de Secção (Concelhio) –, e respeitando uma decisão herdada da anterior CPS e de quem é titular do mandato, entendeu esta CPS, pelas razões que são do conhecimento geral (saída da CDU do “Acordo tripartido para governação do Concelho de Portalegre”), não se encontrarem reunidos os pressupostos básicos considerados na génese do acordo (estabilidade governativa na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal) e de forma cordata recomendou ao vereador Armando Varela que publicamente assumisse o término do acordo e abdicasse dos pelouros que lhe foram atribuídos a tempo inteiro”, pode ler-se no comunicado dos sociais-democratas.

O PSD de Portalegre explica ainda que “entre silêncios e explicações para validar a continuidade de uma situação que não foi sufragada, entre distanciamento consciente ou inconscientemente provocado face ao trabalho da CPS, entendeu esta CPS que chegou o momento de decidir de forma determinada pelo afastamento de conveniências e estratégias ou interesses pessoais, que nos possam deixar reféns na nossa acção politica. Entendemos que os princípios de lealdade, solidariedade e respeito foram largamente ultrapassados e ultrajados com uma sequência de episódios bizarros, protagonizados por quem não faz da sua experiência política uma mui nobre e digna acção ao serviço da comunidade”.

Os sociais-democratas portalegrenses sublinham ainda, de forma “inequívoca”, que não se identificam “nesta proximidade ao CLIP de que o vereador não quer abdicar. Revemo-nos nas palavras do presidente da Comissão Política Nacional do PSD, Rui Rio, quando assume indubitavelmente que o PSD não é muleta do poder, o PSD é um partido do poder”.