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Almaraz: "Portugal não pode andar a reboque das decisões espanholas" - CDS-PP Distrital de Portalegre

Almaraz é um assunto transfronteiriço e Portugal não pode caminhar a reboque das decisões espanholas, tem de ser assumida verdadeiramente uma estratégia que valorize mais as populações e o ambiente e a segurança de todos, à qual não se deverá sobrepor interesses económicos, estatais ou privados.

20 Julho 2020

Após os recentes acidentes na Central Nuclear de Almaraz, confirmados pelo Conselho de Segurança Nuclear de Espanha (CSN) e tendo em conta que a infraestrutura terminou o seu período normal e seguro de funcionamento em 2010, aumenta a necessidade de garantir a segurança dos portugueses, nomeadamente dos habitantes dos distritos mais próximos, como é o caso de Portalegre, Castelo Branco e Santarém.

O CDS-PP "não deixará de se ouvir contra esta perpetuação de um risco para a saúde pública, que demora em conhecer medidas concretas por parte da tutela".

O deputado centrista, João Gonçalves Pereira, garantiu que irá questionar sobre esta situação, quer com o ministro do Ambiente, quer com o primeiro-ministro. Também o eurodeputado Nuno Melo se dirigiu à Comissão Europeia, abordando o alargamento do prazo de vida da Central Nuclear até 2028, pretendido pela CSN de Espanha, e exigindo comprovativo do cumprimento dos requisitos de segurança das directivas da União Europeia para as questões de segurança de instalações nucleares.

"O incumprimento constante, por parte do governo espanhol, do protocolo para a troca de informação sobre avaliações ambientais de planos e projectos com efeitos transfronteiriços, já foi reconhecido pelo governo português. O Estado português, por seu lado, mostrou sempre disponibilidade para discutir este assunto pelas vias diplomáticas e com a intermediação da Comissão Europeia", referem os centristas.

O CDS-PP no distrito de Portalegre acrescenta ainda que "é imperativo, não só que a Comissão Europeia avalie a Central Nuclear de Almaraz sem esquecer Portugal e os portugueses, mas também que o Governo português exija a participação na resolução desta situação de perigo iminente que atravessamos. Não nos conformarmos com a interpretação do actual ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que em 2017, quando precisamente se começava a discutir este prolongamento da actividade da central, se referia a Almaraz como um assunto que só dizia respeito ao governo espanhol e aos proprietários privados", sublinha o partido.

Almaraz é um assunto transfronteiriço e Portugal não pode caminhar a reboque das decisões espanholas, tem de ser assumida verdadeiramente uma estratégia que valorize mais as populações e o ambiente e a segurança de todos, à qual não se deverá sobrepor interesses económicos, estatais ou privados.

Já foram, entretanto, por iniciativa do CDS-PP, apresentadas moções, nos mais variados órgãos autárquicos do distrito, para poderem ser votadas e enviadas ao parlamento, ministérios e governo.