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Chega cria concelhia em Elvas

O partido Chega vai contar com uma Comissão Política Concelhia em Elvas. Os primeiros passos para a concretização deste projecto foram dados numa reunião de militantes e simpatizantes, de onde saiu uma comissão instaladora liderada por Miguel Matos.

Nuno Barraco

11 Fevereiro 2020

O partido Chega vai contar com uma Comissão Política Concelhia em Elvas. Os primeiros passos para a concretização deste projecto foram dados numa reunião de militantes e simpatizantes, de onde saiu uma comissão instaladora liderada por Miguel Matos.
O futuro presidente da concelhia não concorda com o actual “sistema político”, pelo que pretende “mudar alguma coisa, não só em Elvas como também a nível nacional”.
“Pretendemos mudar um bocadinho aquilo que se está a passar. A população vê o que se passa com as nossas forças de segurança, que, actualmente, não têm poder no nosso País. Nós sabemos que quem tem os direitos todos são as pessoas que praticam os actos ilícitos”, lamentou Miguel Matos, que se revê “em todos os parâmetros que o Dr. André Ventura está a implementar neste momento”.
Segurança de profissão, Miguel Matos reconhece que, para além de “um grande desafio”, liderar a concelhia do Chega será igualmente “uma grande responsabilidade”, uma vez que o partido obteve “um bom resultado” no concelho nas eleições legislativas de 2019.
“Foi das melhores percentagens de voto a nível nacional. Espero que nas próximas eleições consigamos ainda mais”, afirmou.
Também presente neste encontro, o presidente da distrital do Chega, Júlio Paixão, revelou que a estratégia do partido “passa por criar concelhias em todo o distrito de Portalegre”.
O responsável realçou igualmente os resultados alcançados no último acto eleitoral, tendo o Chega obtido “381 votos” no concelho de Elvas.
“Foi a melhor votação do distrito de Portalegre. Para nós foi um orgulho e é um sinal que Elvas está com o Chega”, referiu.
De acordo com Júlio Paixão, para este resultado muito contribuiu “a questão que está relacionada com a etnia cigana”. “Nós não somos contra os ciganos. Isso que fique bem claro. O que queremos é que essa etnia tenha obrigações e deveres como qualquer outro cidadão tem. Todos os elvenses trabalham, fazem os seus descontos, têm as suas obrigações, cumprem com elas, têm os seus deveres... Agora, essa etnia, o que eu penso, é que só tem direitos. Obrigações, para eles, não existem. É isso que o Chega é contra, mas independentemente de ser cigano, branco, amarelo, preto... O Chega quer que haja igualdade para todos”, explicou o presidente da distrital.
O responsável aproveitou também para esclarecer que “o Chega não quer acabar com o Sistema Nacional de Saúde”, mas sim “reformulá-lo porque não está bom”, assim como “concorda com a atribuição do RSI, desde que as pessoas prestem um serviço à comunidade”.