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Orçamento do município PSD de Marvão para 2020 chumbado pela oposição

O orçamento para 2020 da Câmara de Marvão, gerida pelo PSD sem maioria, foi chumbado, em reunião do executivo municipal, com os votos contra da oposição socialista e de um movimento independente, foi hoje divulgado.

27 Novembro 2019

O orçamento para 2020 da Câmara de Marvão, gerida pelo PSD sem maioria, foi chumbado, em reunião do executivo municipal, com os votos contra da oposição socialista e de um movimento independente, foi hoje divulgado.
Estimado em 7,8 milhões de euros, mais alto em dois milhões de euros do que o deste ano, o orçamento para 2020 recebeu os votos favoráveis dos dois eleitos do PSD, que gere o município, e contra do PS (dois) e do vereador do movimento independente Viver Marvão, apoiado pelo CDS-PP e PPM.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do município, o social-democrata Luís Vitorino, lamentou hoje a posição dos vereadores da oposição, considerando que “não há razão” para terem rejeitado o orçamento.
A cumprir o primeiro mandato, Luís Vitorino reconheceu que a taxa de execução do orçamento em 2018 “foi relativamente baixa”, mas assegurou que este ano será “melhor” e que todos os compromissos assumidos com os vereadores da oposição “mantêm-se em vigor”.
“Eles [vereadores da oposição] alegam que nós não estamos a executar e que os compromissos que tínhamos com eles não estavam mais ou menos a ser cumpridos, mas toda a gente sabe que as coisas não são como se quer. Há aqui fundos comunitários e procedimentos que quando se pensa que demoram três meses, demoram é quatro ou cinco meses a executar”, justificou.
Alegando que o orçamento para 2020 “mantém a estrutura” dos anteriores e que “vai ao encontro” das obras necessárias, o autarca social-democrata adiantou que pretende reunir com os vereadores da oposição para ultrapassar a situação e apresentar um novo orçamento em janeiro.
Contactado pela Lusa, o vereador do PS Jorge Rosado recordou que os socialistas viabilizaram os anteriores orçamentos, de 2018 e 2019, lamentando que os acordos escritos que foram estabelecidos não tenham sido integralmente cumpridos.
“O presidente da câmara tem de se concentrar mais na gestão do município do que nas suas atividades pessoais e empresariais”, disse.
Jorge Rosado sublinhou que os vereadores do PS têm mantido uma “postura correta” ao longo do mandato e que as “principais obras” a serem efetuadas este ano e no próximo foram propostas pelos socialistas.
“Nós estamos disponíveis, como sempre estivemos, para viabilizar o orçamento e permitir que exista estabilidade, agora da parte do PSD há uma coisa que tem de mudar, é cumprir os compromissos que assumiu”, frisou.
O vereador do movimento independente Viver Marvão, apoiado pelo CDS-PP e PPM, José Manuel Pires, disse à Lusa que as suas propostas “não estão explicitas” no orçamento, que considerou “irrealista e despesista”.
“Cerca de 80% das verbas é para gastar em despesa e apenas 20% para investimento e um concelho a perder população precisa de investir em infraestruturas, precisa de se modernizar, atrair empresários e fixar população e aquilo que se vê não são medidas de investimento”, considerou.
Na opinião de José Manuel Pires, poderá ser “mais realista” trabalhar em 2020 com o orçamento deste ano, através de duodécimos, do que elaborar um orçamento novo “mal feito e atrapalhado”, com verbas “exageradas” e previsão de receitas “irrealista”.
Além de não ter maioria no executivo camarário, o PSD também não atinge a maioria na Assembleia Municipal de Marvão, que é composta por oito eleitos do PS, seis do PSD, três do movimento Viver Marvão CDS-PP/PPM e dois do movimento Marvão Para Todos.