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Américo Nunes
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Regiões fronteiriças são as que mais sofrem com a descida da densidade populacional

Estudo reporta uma maior severidade nas consequências da perda de população em regiões de fronteira com Espanha

11 Junho 2018

Um estudo da JPQ consultores, avançado hoje pelo Público, indica que os riscos demográficos consequentes da descida na taxa de fecundidade e do envelhecimento da população são mais severos territórios fronteiriços de Portugal e de Espanha.

As conclusões estatísticas retiradas pela JPQ consultores indicam assim que as tendências nacionais de decréscimo populacional, envelhecimento, diminuição de activos e quebra das taxas de fecundidade, com uma expressão maior no interior, são ainda mais preocupante nestes territórios junto à fronteira.

A migração de jovens vai agravar a escassez de mão de obra a um ritmo muito superior ao resto do país. Até 2050 a população do interior fronteiriço perderá 20% em Portugal e 8% em Espanha. As quebras de população jovem e potenciais activos na raia serão  também de 20% em Portugal e de 11% em Espanha. A quebra em empregados nas regiões da fronteira portuguesa será de 28% e de 13% no país vizinho.

No estudo são ainda apontadas algumas medidas para inverter este processo demográfico, começando com o reforço da atractividade destes territórios e seguindo para a adaptação local e nacional a um país com menos densidade populacional.

Nas NUT III* portuguesas na linha de fronteira vive 22% da população nacional, cerca de 2,2 milhões de pessoas, enquanto que no lado espanhol vive apenas 7% da população 3,1 milhões.


*NUT-Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos são as divisões regionais existentes em todos os estados-membros da União Europeia, sendo utilizadas pelo Eurostat para a elaboração de todas as estatísticas

Elvas poderá ser excepção

Há disparidades que se irão manter até 2030, havendo expectativa de aumento da riqueza produzida nestas zonas de disparidade com destaque para Trás-os-Montes, Baixo Alentejo e Badajoz, algo que, contudo, será insuficiente para diminuir o fosso existente.