alimentos de extremadura
Linhas de Elvas
Elióptica 2020 - Loja Online
Elióptica 2020 - Proteja os olhos
El Faro - Campanha de Verão
Bricoelvas
Camelo Maio 2020
Jocriauto 012020
Nabeirauto - Crossland X
Jocriauto 012020
Nabeirauto - Crossland X
Sanielvas 358x90 - Nov17

Plano 2020/2030

Costa Silva defende retoma da alta velocidade

Para o consultor, é importante “a construção do eixo Sines-Madrid e a renovação da Linha da Beira Alta”, dois “eixos fundamentais” para o tráfego de mercadorias para Espanha, de acordo com o documento.

10 Julho 2020

O consultor António Costa Silva pede a retoma do projeto de ligação entre o Porto e Lisboa por alta velocidade ferroviária e do novo aeroporto de Lisboa, segundo a versão preliminar do plano de recuperação económica pedido pelo Governo.
O documento defende a necessidade de “construir um eixo ferroviário de alta velocidade Porto-Lisboa para passageiros, começando com o troço Porto-Soure (onde existem mais constrangimentos de circulação)”.
Para Costa Silva, esta ligação “potenciará a afirmação das duas áreas metropolitanas do país e o seu funcionamento em rede”, além de trazer “grandes ganhos ambientais por dispensar as ligações aéreas”.
“Uma posterior ligação a Espanha pode favorecer todo o litoral português e facilitar o equilíbrio financeiro da exploração. A ligação Porto-Vigo, bem como outras ‘amarrações ibéricas’, devem ser equacionadas no médio prazo”, indicou o consultor.
António Costa Silva defende, ainda no âmbito do plano ferroviário, que é preciso concretizar este instrumento, “concluindo os projetos em curso e modernizar a rede, porque uma rede ferroviária elétrica nacional é mais competitiva, mais limpa e está em sintonia com os esforços de descarbonização da economia”, lê-se no plano.
Para o consultor, é importante “a construção do eixo Sines-Madrid e a renovação da Linha da Beira Alta”, dois “eixos fundamentais” para o tráfego de mercadorias para Espanha, de acordo com o documento.
Costa Silva apelou também a um investimento “nos portos de Sines e de Leixões para aumentar ainda mais a sua competitividade em termos de instalações e equipamentos para receber grandes navios; para isso, é necessária maior extensão de cais, mais áreas de manuseamento de cargas e estruturação das plataformas logísticas, por forma a aumentar o valor das cadeias logísticas que passam pelos portos”.
Ainda a propósito de Sines, Costa Silva sugere “a construção de um terminal portuário de minérios para exportação dos recursos minerais estratégicos, em particular o lítio”, entre outros.
O plano realça ainda a necessidade de “resolver o problema dos portos do Algarve”, assim como as questões “estruturais do porto de Lisboa”, “criando condições para o estabelecimento de uma plataforma de negociação que conduza a um pacto entre as empresas e as entidades sindicais que salvaguarde o funcionamento de uma estrutura que é vital e cuja paralisação continuada leva a uma degradação que afasta os operadores internacionais”.
Costa Silva vinca ainda a necessidade de “desenvolver um plano para reconverter o porto da praia da Vitória, nos Açores, numa “espécie de estação para fornecer gás natural liquefeito aos navios que cruzam o Atlântico.
O plano não esquece a necessidade de “construir o aeroporto para a grande Área Metropolitana de Lisboa, tendo em conta que as ligações aéreas são fundamentais na performance da economia portuguesa, e isso tem a ver não só com o turismo, que é um setor crucial da economia, mas também com muitas outras fileiras económicas”.
Costa Silva destaca ainda a necessidade de “assegurar que todo o país, em particular a região norte, onde há uma concentração elevada de empresas exportadoras, tenha uma cobertura adequada de ligações aéreas, que são essenciais para estimular a competitividade”.
Para o consultor, o tecido empresarial seria beneficiado se existisse um “programa de apoio à reestruturação de empresas, apoiando a recuperação e a realocação de capital em empresas mais produtivas, com reafetação de meios de produção e trabalhadores”.
O plano destaca ainda a “possibilidade de dedução de lucros nos últimos exercícios, mecanismos de incentivo e créditos fiscais para fomentar a revitalização das empresas, dedução de prejuízos acumulados, incentivos a fusões e aquisições para criar massa crítica na economia”.