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Portugal coberto com rede de alerta de radioactividade até ao fim do ano

Portugal vai ter até ao fim do ano a rede nacional de alerta de radioactividade no ambiente, RADNET, modernizada e aumentada, cobrindo todo o território.

05 Julho 2020

Portugal vai ter até ao fim do ano a rede nacional de alerta de radioactividade no ambiente, RADNET, modernizada e aumentada, cobrindo todo o território.
A RADNET, a partir do final de 2020, “será constituída por 24 estações fixas que permitirão garantir a monitorização de radioactividade no ar e na água, neste caso, nos três principais rios nacionais, cobrindo o norte, centro e sul do país”.
A rede é gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e é constituída por estações que medem em contínuo a radiação gama (radiação electromagnética, a mais perigosa para o ser humano, geralmente associada à energia nuclear) no ar, podendo a informação ser consultada através da página na internet https://radnet.apambiente.pt/
Além das estações fixas a RADNET inclui duas estações portáteis e uma estação numa viatura, que podem ser colocadas em qualquer local, em caso de emergência, ou substituir alguma das estações fixas inoperacionais.
A melhoria e ampliação da RADNET começou em 2013, com a substituição de estações antigas por modelos de última geração e da instalação de novas estações. Tem um investimento global de cerca de 2,5 milhões de euros com origem em verbas POSEUR, INTERREG (fundos europeus) e do orçamento próprio da APA.
Neste momento a RADNET tem 19 estações, mais cinco do que em 2013, 17 para monitorizar a radioactividade ambiental no ar e duas para vigiar a radioactividade nos rios Tejo e Douro, uma na barragem de Fratel (Tejo) e outra na barragem de Pocinho (Douro).
As estações para monitorizar a radioactividade ambiente no ar ficam em locais que vão de Bragança, Porto, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Sines e Faro, além de Ponta Delgada e Funchal.
De acordo com o mapa das estações fornecido à Lusa, quando todas estiveram concluídas e operacionais há pelo menos cinco estações na região interior de Portugal nas zonas de Castelo Branco e Portalegre.
Do lado de Espanha, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira com Portugal, fica a central nuclear de Almaraz, cujo encerramento tem sido pedido insistentemente por diversas organizações e entidades (nomeadamente ambientalistas), quer nacionais quer espanholas.
Esta semana a Câmara de Portalegre pediu o encerramento da central, sublinhando que está “obsoleta e em final de ciclo de vida útil”. O pedido surgiu depois de dois incidentes na central no espaço de cinco dias.
Ainda de acordo com a informação prestada à Lusa a propósito da RADNET foram substituídos equipamentos em nove das 14 estações mais antigas e até ao fim do ano serão substituídos os equipamentos nas estações de Porto, Penhas Douradas, Portalegre, Elvas e Beja. Será também instalada uma nova estação no distrito de Viana do Castelo, previsivelmente em Monção, e outra para monitorizar a radioactividade na água no rio Guadiana.
Além disso, “a rede será ainda dotada de três estações automáticas para a monitorização de aerossóis radioactivos e iodo radioactivo a instalar em Vila Real, em Abrantes e em Évora”, segundo informação oficial.
“Com esta melhoria significativa da RADNET, Portugal fica dotado de uma rede moderna, com uma cobertura territorial adequada e com capacidades aumentadas para a detecção e identificação dos radioisótopos que estão na origem de qualquer alarme”, sublinha-se na informação à Lusa.

FP // HB
Lusa