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Trabalhadores do Lusitana-restauração vão pedir subsídio de desemprego após três meses sem salários

Os trabalhadores do grupo de restauração Lusitana protestaram hoje contra os salários em atraso junto ao Ministério do Trabalho, tendo o empregador se comprometido a passar-lhes as declarações para o subsídio de desemprego, porque a empresa vai encerrar, disse um sindicalista.

23 Junho 2020

Os trabalhadores do grupo de restauração Lusitana protestaram hoje contra os salários em atraso junto ao Ministério do Trabalho, tendo o empregador se comprometido a passar-lhes as declarações para o subsídio de desemprego, porque a empresa vai encerrar, disse um sindicalista.
Após três meses sem receber salário e tentativas infrutíferas de obter informação junto do grupo Lusitana-restauração, os trabalhadores concentraram-se junto ao ministério chefiado por Ana Mendes Godinho, em Lisboa, enquanto decorria no interior uma reunião de concertação entre representantes do seu sindicato e da empresa.
“O sócio-gerente da empresa disse-nos que não tem dinheiro para pagar os salários em atraso e que já pediu a insolvência, por isso pedimos-lhe que passasse as declarações para que os trabalhadores possam requerer o subsídio de desemprego para poderem subsistir”, disse à agência Lusa Miguel Ribeiro, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.
Segundo o sindicalista, o responsável do Grupo Lusitana-restauração comprometeu-se a emitir nos próximos dias as declarações e a facultar os documentos relativos ao pedido de insolvência apresentado no Tribunal Judicial de Évora.
“Não sabemos o que vai acontecer, por isso o nosso objectivo a garantir aos trabalhadores algum meio de subsistência pois muitos deles já estão a passar dificuldades”, afirmou Miguel Ribeiro.
O sindicato vai aguardar que a insolvência seja declarada e quando isso acontecer vai requerer os créditos dos trabalhadores.
O Grupo Lusitana-restauração inclui a Cervejeira Lusitana do centro comercial Colombo e a do Vasco da Gama, ambas em Lisboa, além da pastelaria Arcada, em Évora.
Os 102 trabalhadores do grupo estiveram ao serviço até 18 de Março, mas o último salário que receberam foi o de Fevereiro.

RRA // SR
Lusa