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Desemprego sobe em cadeia para 6,7% no 4º trimestre e fica nos 6,5% em 2019

A taxa de desemprego foi de 6,7% no quarto trimestre de 2019, mais 0,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior e igual ao trimestre homólogo, fixando-se em 6,5% no conjunto do ano, divulgou hoje o INE.

05 Fevereiro 2020

A taxa de desemprego foi de 6,7% no quarto trimestre de 2019, mais 0,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior e igual ao trimestre homólogo, fixando-se em 6,5% no conjunto do ano, divulgou hoje o INE.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego do conjunto de 2019 ficou 0,5 pontos percentuais abaixo da de 2018.
No quarto trimestre do ano passado, a população desempregada foi estimada em 352,4 mil pessoas e aumentou 9,0% (29,0 mil) em comparação com o trimestre anterior e 0,9% (3,3 mil) em relação ao trimestre homólogo de 2018.
Já a população empregada (4.907,6 mil pessoas) diminuiu 0,8% (40,2 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,5% (24,6 mil) em relação ao homólogo.
A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 19,5%, mais 1,6 pontos percentuais e menos 0,4 pontos percentuais do que nos trimestres anterior e homólogo, respectivamente.
A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 47,8%, menos 4,6 pontos percentuais do que no trimestre anterior e igual ao do trimestre homólogo.
Considerando o conjunto do ano 2019, a taxa de desemprego foi de 6,5%, tendo diminuído 0,5 pontos percentuais, relativamente a 2018.
A população desempregada (339,5 mil pessoas) diminuiu 7,2% (26,4 mil) em relação ao ano anterior, enquanto a população empregada (4.913,1 mil pessoas) aumentou 1,0% (46,4 mil).
A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 18,3%, 2,0 pontos percentuais abaixo do estimado para o ano anterior e a proporção de desempregados de longa duração foi 49,9%, menos 1,2 pontos percentuais em relação ao ano transacto.
A taxa de subutilização do trabalho em 2019 foi de 12,7%, 1,0 pontos percentuais abaixo da do ano anterior, referindo o INE que se trata do valor mais baixo da série iniciada em 2011.
Dos jovens dos 15 aos 34 anos residentes em Portugal, 9,5% (210,1 mil) não tinham emprego nem estavam a estudar ou em formação no ano passado, uma percentagem que diminuiu 0,4 pontos percentuais (8,1 mil) em relação a 2018.
Os três indicadores Europa 2020 – taxa de emprego dos 20 aos 64 anos, taxa de abandono precoce de educação e formação e taxa de escolaridade do ensino superior – com metas para Portugal de 75% ou mais, menos de 10% e no mínimo 40%, respectivamente, fixaram-se nos 76,1%, 10,6% e 36,2% (75,4%, 11,8% e 33,5% em 2018).
Nos últimos três meses de 2019, a subutilização do trabalho - que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inactivos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inactivos disponíveis, mas que não procuram emprego – abrangeu 678,0 mil pessoas e a taxa correspondente foi de 12,5%.
Segundo o INE, a subutilização do trabalho aumentou 1,5% (10,3 mil) em relação ao trimestre anterior e diminuiu 5,0% (35,5 mil) em relação ao trimestre homólogo.
“Apesar do aumento trimestral no quarto trimestre de 2019, a população desempregada e a subutilização do trabalho têm descrito uma trajectória descendente desde o primeiro trimestre de 2013, acumulando até ao momento uma diminuição de 62,0% e de 53,9%, respectivamente (abrangendo 574,4 mil e 791,6 mil pessoas)”, nota o INE.
Segundo acrescenta, “estas reduções reflectiram-se igualmente nas taxas correspondentes, passando a taxa de desemprego de 17,5% para 6,7% e a taxa de subutilização do trabalho de 26,4% para 12,5%”.
Em relação aos jovens não empregados que não estão nem a estudar nem em formação, de Outubro a Dezembro passados, do total de 2.195,4 mil jovens (dos 15 aos 34 anos), 9,5% (208,9 mil) não estavam empregados, nem a estudar ou em formação.
Relativamente ao trimestre anterior, a taxa de jovens não empregados que não estavam em educação ou formação diminuiu 0,5 pontos percentuais (11,3 mil).
Relativamente ao quarto trimestre de 2018, a taxa de jovens não empregados que não estavam em educação ou formação diminuiu 0,6 pontos percentuais (13,5 mil), em resultado de um decréscimo mais acentuado nas mulheres (12,2 mil ou 1,1 pontos percentuais) do que nos homens (1,3 mil ou 0,1 pontos percentuais) e de decréscimos em todos os grupos etários, sobretudo no dos 20 aos 24 anos (8,7 mil ou 1,9 pontos percentuais).
Numa análise por regiões NUTS II, em 2019 apenas a taxa de desemprego da região Centro (4,9%) foi inferior à média nacional.
As taxas de desemprego mais elevadas, e superiores à média nacional, registaram-se nos Açores (7,9%), Área Metropolitana de Lisboa e Algarve (7,1% em ambas as regiões), Madeira (7,0%), Alentejo (6,9%) e Norte (6,7%).
Em relação a 2018, a taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões, com a excepção do Algarve, onde se verificou um acréscimo de 0,7 pontos percentuais. Os três maiores decréscimos ocorreram na Madeira (1,8 pontos percentuais), nos Açores e no Centro (0,7 pontos percentuais em ambas as regiões).
Considerando apenas o quarto trimestre de 2019, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em todas as regiões do país, com excepção do Centro (5,2%): Açores (7,6%), Alentejo (7,3%), Norte e Área Metropolitana de Lisboa (7,1% em ambas), Madeira (7,0%) e Algarve (6,8%).
Em relação ao trimestre anterior, e à semelhança do observado globalmente para Portugal, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões, tendo os três maiores acréscimos trimestrais acontecido no Algarve (1,5 pontos percentuais), na Área Metropolitana de Lisboa (0,7 pontos percentuais) e no Norte (0,5 pontos percentuais).
Em relação ao trimestre homólogo, a taxa de desemprego aumentou no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa (0,4 pontos percentuais em ambos os casos), tendo diminuído nas restantes regiões.
As três maiores diminuições homólogas verificaram-se na Madeira (1,9 pontos percentuais), no Algarve (1,0 pontos percentuais) e nos Açores (0,9 pontos percentuais).

PD // EA
Lusa