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Mortes por overdose aumentam

Dados de 2017 revelam que 38 pessoas faleceram por excesso de consumo de substâncias ilícitas

30 Janeiro 2019

Em Portugal tem-se registado um aumento de mortes por excesso de consumo de droga e álcool. De acordo com dados do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses noticiados pelo DN esta quarta-feira, 30 de Janeiro, em 2017.das 259 mortes em que se detectaram substâncias ilícitas, 38 foram provocadas por overdoses. São mais 13 mortes que em 2016.

“Nas análises dos técnicos foram detectados opiáceos, cocaína e metadona e em cerca de 80% das mortes foram encontradas mais do que uma substância. Também se detectou a associação entre estupefacientes e álcool (37% das autópsias) e benzodiazepinas (32%). Nas restantes 221 mortes em que se detectou a presença de droga, 38% foram de causa natural, acidente (33%), suicídio (23%) e homicídio (3%)”, escreve o DN.

O relatório do instituto indica mostra também um aumento do consumo de canábis na população geral, particularmente nas mulheres entre os 25 e os 44 anos e jovens de 18 anos. Cenário semelhante no consumo do álcool entre mulheres e faixas etárias mais velhas.

Verificou-se também um aumento das contra-ordenações. Mais 14% (12.232) que em 2016. O valor mais elevado desde 2001.

A nível interno, Açores e Madeira são as regiões onde se verifica maior consumo de substâncias, com destaque que nestas regiões verificou-se um aumento do consumo de cocaína e ectasy nas faixas entre os 15 e 34 anos.

Mais de metade da população portuguesa considerou ser fácil obter substâncias ilícitas num período de 24 horas, sendo os mais jovens os que mais garantem ter este fácil acesso.

Ainda assim Portugal continua abaixo da média europeia no consumo de canábis, cocaína e ecstasy, as substâncias mais usadas no país.

A droga chega a Portugal proveniente do Brasil, Paraguai, Chile e Marrocos. Quanto a ecstasy Portugal serve de exportação para o Brasil.

Quanto ao álcool, os dados do instituto mostram que 43% da população bebe diariamente e que aumentou a frequência de consumo de forma rápida. Sendo um dos riscos de entrar em dependência.

O relatório aponta que dos 977 óbitos positivos para o álcool, 36% foram atribuídos a acidentes (incluindo de viação), 33% a morte natural, 17% a suicídio e 5% a intoxicação alcoólica.

Das 170 vítimas de acidentes de viação que tinham mais de 1,2 gramas de álcool, cerca de 80% eram condutores, 14% peões e os restantes passageiros. Estes dados mostram uma inversão da tendência de descida que se vinha detectando e são os valores mais elevados dos últimos cinco anos, escreve o DN.

Em média cada português com mais de 15 anos bebe 12,3 litros de álcool por ano, uma redução em comparação com 2010 (13,5)

Em relação à média europeia Portugal é um dos maiores consumidores de vinho, mas está abaixo da média quando relacionado com bebidas espirituosas.