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Galinhas podem vir a resistir à gripe com manipulação genética

Cientistas do Instituto Roslin esperam impedir pandemia que afecte população humana

22 Janeiro 2019

Cientistas britânicos estão a desenvolver galinhas modificadas geneticamente de forma a serem resistentes à gripe. O primeiro ovo deve ser chocado ainda este ano no Instituto Roslin, na Universidade de Ediburgo, Escócia.

De acordo com Wendy Barclay, coordenadora deste projecto, o ADN das aves foi alterado usando a tecnologia conhecida como CRISPR, onde se remove partes de uma proteína da qual o vírus da gripe depende. Desta forma pretende-se produzir aves que não apanhem este vírus e assim impedir uma pandemia humana.

A última grande epidemia de gripe aviaria foi em 2009 causada pelo vírus H1N1. Atingiu cerca de 500 mil pessoas a nível global.

Os especialistas receiam que um vírus letal possa saltar de aves selvagens para os humanos e transformar-se numa pandemia entre a população.

"Se pudéssemos impedir a passagem do vírus da gripe das aves selvagens para as galinhas, parávamos a próxima pandemia na fonte", explica Wendy Barclay.


A mesma refere que o plano é usar o CRISPR para editar ADN das crias de aves de forma que apenas uma parta da proteína-chave seja alterada.

Contudo a cientista admite que será difícil a população aceitar o consumo de comida geneticamente editada.

O Instituto Roslin ficou famoso por em 1996 uma equipa de cientistas ter clonado a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de um animal adulto.