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Maioria dos adolescentes portugueses sente-se feliz

Para estes resultados estudo destaca a importância de acções que promovam tempo e convívio em família

19 Dezembro 2018 | Fonte: DN

81,7% dos adolescentes portugueses considera-se feliz. Este é o registo de um estudo da Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), divulgado esta quarta-feira, 19 de Dezembro, em Lisboa e noticiado pelo DN.
Este estudo partiu de uma iniciativa da investigadora Margarida Gaspar de Matos, da Universidade de Lisboa, e foi realizado em colaboração com a Organização Mundial de Saúde e conta com a participação de 44 países. Em Portugal, o primeiro estudo foi realizado em 1998.

A mostra pretende estudar os estilos de vida dos adolescentes em idade escolar nos contextos de vida, em áreas como o apoio familiar, escola, amigos, saúde, bem-estar, sono, sexualidade, alimentação, lazer, sedentarismo, consumo de substâncias, violência e migrações.

De acordo com o inquérito, 16,2% dos jovens refere que, "sempre ou quase sempre, não é capaz de controlar coisas importantes da vida" e 17,1% afirma que "sempre ou quase sempre, sente que as dificuldades se acumulam de tal modo que não as consegue ultrapassar".

A nível familiar, o estudo revela que, apesar da situação ter melhorado nos últimos anos, apenas 22,5% das mães dos adolescentes têm um curso superior (e 15,5% dos pais).

A maioria considera ser fácil falar com os pais, especialmente com a mãe (85,5%) e um quarto dos jovens confessa ter dificuldades em falar com o pai.

71,7% vive com os pais na mesma casa. Dos que não vivem com ambos os pais, 36,3% vive com a mãe e raramente ou nunca está com o pai.

Mais de dois terços (68,8%) faz todos os dias refeições com os pais e 34,4% todos os dias toma o pequeno- almoço com os pais.

A grande maioria (83,7%) considera que o sítio onde vive é um sítio bom para viver.

Em conclusão o estudo destaca a importância de estarem disponíveis na escola, nos locais de trabalho e na comunidade/autarquia acções com as famílias que "promovam o tempo e o convívio em família, a comunicação pais-filhos e, de um modo mais alargado, a possibilidade da continuação do aumento da escolarização dos pais e das mães".

Na escola ainda assim quase 20% dos alunos tiveram comportamentos autolesivos pelo menos uma vez no último ano dos quais 58,7% referiram ter-se magoado nos braços.

90% dos adolescentes nunca fizeram 'bullying' nos últimos dois meses na escola e 81,2% disseram que nunca foram vítimas deste tipo de provocação, um resultado que "continua a reflectir que mais jovens se assumem como vítimas do que como provocadores".

Neste estudo foram aplicados questionários online, em 42 agrupamentos sorteados de escolas do ensino regular de Portugal, num total de 387 turmas, havendo um estudo complementar nos Açores. A amostra é representativa para os anos de escolaridade em estudo. Em Portugal Continental responderam 6.997 jovens do 6.º, 8.º e 10.º ano, a maioria (51,7%) raparigas, com uma média de idade de 13,73 anos.