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Sabe a pouco

Foi divulgada no último domingo a lista de colocação de alunos no ensino superior público, correspondente à 1.ª fase do ano lectivo 2017/2018. Entraram 44.914 dos candidatos, sensivelmente metade dos quais (22.023) na sua primeira opção.

20 Setembro 2017

Foi divulgada no último domingo a lista de colocação de alunos no ensino superior público, correspondente à 1.ª fase do ano lectivo 2017/2018. Entraram 44.914 dos candidatos, sensivelmente metade dos quais (22.023) na sua primeira opção.

Ao nível do nosso distrito foram colocados 231 novos estudantes nas escolas pertencentes ao universo do Instituto Politécnico de Portalegre, o que corresponde a uma percentagem de sensivelmente 45% das vagas disponíveis. O número, considerado globalmente positivo pelo presidente cessante do IPP, Joaquim Mourato, desce significativamente se considerarmos apenas a Escola Superior Agrária de Elvas, na qual foram admitidos 17 novos alunos de um total de 95 vagas disponíveis.

Ficam 78 lugares por preencher, na expectativa que tal venha a suceder aquando da 2.ª fase e no concurso de admissão para maiores de 23 anos. Para já foram admitidos ao estabelecimento de ensino da Avenida 14 de Janeiro 11 estudantes para o curso de Enfermagem Veterinária, cinco em Equinicultura e um em Agronomia.

Das quase oito dezenas de vagas da Escola Agrária que ficam por enquanto a descoberto há 34 em Agronomia, 24 em Enfermagem Veterinária e 20 em Equinicultura. Acredito que, à semelhança de anos anteriores, as coisas se irão compor com as já referidas futuras incorporações. Ainda assim, tenho para mim - e digo-o com imensa pena - que as sucessivas fornadas de alunos que têm vindo a passar pela Agrária elvense, são curtas para mexer com o tecido económico e social da nossa cidade.

Não ponho em causa a validade do ensino das ciências agrárias e o importante papel que, a vários níveis, a ESAE tem vindo a desempenhar ao longo dos anos. Sei que as direcções da escola, lideradas sucessivamente por Gonçalo Barradas, Graça Carvalho, Francisco Mondragão Rodrigues e hoje por José Rato Nunes, tudo têm feito (com sucesso) para que o estabelecimento se abra à sociedade civil elvense e vice-versa. Lembro, a título de exemplo, a cedência de espaços no antigo Quartel do Trem à Universidade Sénior, onde funcionaram anos a fio as suas actividades.

Quando falo na nossa Escola Superior Agrária não esqueço igualmente a figura de Joaquim Mourato, presidente cessante do Instituto Politécnico de Portalegre. Tendo passado pela ESAE enquanto docente, o professor Mourato mostrou-se na vigência dos seus mandatos particularmente atento ao pólo elvense do IPP. Um labor que, acredito, irá prosseguir com a nova direcção liderada pelo professor Albano Silva.

Retomo a linha de pensamento dos primeiros parágrafos. Penso ser chegada a altura de Elvas reivindicar um reforço da presença do ensino superior na nossa cidade. É um desafio que deixo ao executivo camarário saído das eleições de 1 de Outubro.

Além dos cursos ministrados pela Escola Superior Agrária, acredito que há margem para ampliar a oferta formativa resultante da parceria com o Politécnico portalegrense.

Porque não pensar, por exemplo, em cursos vocacionados para as áreas do turismo, património e logística?

Sendo a continuidade da ESAE inquestionável, julgo ainda assim que pode (e deve) ser dado novo impulso ao ensino superior politécnico em Elvas. Se tal não acontecer ficaremos sempre com a sensação que é bom mas que, ao mesmo tempo, sabe a muito pouco.