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EDITORIAL

Obrigado também, GNR!

Os homens e mulheres da Guarda Nacional Republicana também estão lá, no terreno, nos infernos, nas catástrofes...

12 Agosto 2017

Sem desprestigiar ou desvalorizar, de modo algum, o bravo papel dos bombeiros portugueses no combate aos violentos incêndios que têm fustigado o país, considero que os nossos dirigentes e população em geral se têm esquecido de apreciar, igualmente, o papel dos elementos da nossa Guarda Nacional Republicana.
Nos últimos dias temos assistido a declarações oriundas da classe política, em especial do presidente Marcelo, elogiando o papel dos bombeiros, forças armadas e dos voluntários.
Em Nisa, a 30 de Julho, voltou a repeti-lo perante os jornalistas.
É por demais evidente o valor solidário do povo português que, mesmo vivendo dificuldades, não fecha os olhos ao sofrimento alheio, não se refutando nunca ajudar quem, momentaneamente, mais precisa. Esse valor está igualmente patente no espírito de abnegação dos nossos bombeiros que, apesar de grande parte serem voluntários, não se negam nunca a enfrentar o perigo e a morte em prol dos outros.
Nesse papel incluo os pilotos de aviões e helicópteros que, apesar de serem bem pagos pelo trabalho desenvolvido, o fazem debaixo de condições  altamente adversas, com visibilidade bastante reduzida e durante horas a fio.
São pagos para isso, é bem verdade, mas também se arriscam assim com aqueles que considero serem, neste país, os paus para toda a obra, com  escassos meios materiais e humanos, que são fundamentais no reconhecimento e salvamento das populações, em especial dos idosos do interior, e que quase sempre são esquecidos na hora de elogiar mas sempre
apontados quando algo corre menos bem.
Refiro-me, claro está aos homens e mulheres da Guarda Nacional Republicana que também estão lá, no terreno, nos infernos, nas catástrofes,
ajudando as populações, os bombeiros e demais elementos da Protecção Civil.
Quem vive no interior sabe bem em que condições e com que meios a GNR se depara para patrulhar, preservar e salvaguardar vidas humanas e bens materiais. Poucos homens para um vasto território, desertificado e disperso,
maioritariamente habitado por idosos.
Estes homens e mulheres percorrem diariamente, montados em perigosas e obsoletas viaturas, montes e vales, ao calor e ao frio, preocupando-se com o bem estar dos pais e tios dos outros, essa população esquecida, abandonada, empobrecida, honrada e trabalhadora que sustentou este país, agora ignorados e explorados com reformas de miséria.
Obrigado também a vocês, GNR!

João Alves e Almeida

3 de Agosto 2017