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Opinião

Maus pensamentos que me sacodem o espírito

Às voltas com um estudo sobre a evolução da população portuguesa

19 Fevereiro 2020

Às voltas com um estudo sobre a evolução da população portuguesa.

A Pordata publica um parâmetro designado "Relação de masculinidade, segundo os Censos: total e por grupo etário." Significando isto: quantos homens existem por cada 100 mulheres, por faixa etária.
E o que é que tal índice me sugere?
Desde logo que se parte do pressuposto de que o sexo feminino é dominante, ao colocar a feminilidade como critério de referência. E é assim, porque à medida que a idade vai avançando, vão morrendo mais homens que mulheres. A verdade é que em Portugal, desde que há registos, por norma nascem ligeiramente mais indivíduos do sexo masculino. À medida que se vai crescendo e envelhecendo, as mulheres vão-se aguentando e os homens começam a rarear. E isto começa a acontecer por volta dos 25-30 anos. Será este "fenómeno" coincidente com a data de contrair matrimónio? Casar é uma espécie de arsénico, uma toxina butolínica que age implacavelmente sobre o sexo masculino?

Para mim estes dados contrariam totalmente a teoria do sexo fraco. Na verdade as mulheres são mais resistentes, seguramente devido a vários factores comportamentais e porventura biológicos. Digo eu! Olhando para os dados de 2011, e para os extremos da tabela, nas faixa etárias dos 0-4 anos havia 104,3 meninos, ou seja, mais 4,3 varões que fêmeas. Nesse mesmo ano, na faixa 75 anos ou mais, só já restam 62,2 homens para cada 100 mulheres. Mas não foi só em 2011. É assim, sem grandes oscilações, desde que há registos demográficos.

Também é de salientar que a demografia coloca muito a mulher no epicentro dos estudos. Desde logo através da taxa de fertilidade, que indica o número de filhos que cada mulher tem em idade reprodutiva.
Por isso, santinhos e santinhas, a espécie humana está essencialmente nas mãos das mulheres. Somos nós o garante disto tudo. E quem diz nós, mulheres, diz por exemplo, as ovelhas. Agora compreendo a atitude comercial do meu sábio pai, que vendia os borregos e conservava as cordeirinhas, futuras ovelhas reprodutoras, que lhe rendiam proventos.

PS: isto não é um discurso sexista. São apenas...factos.