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Opinião

O euro está de parabéns

Foi há 20 anos que o euro entrou oficialmente nas nossas vidas. Passaram apenas duas décadas desde que, a 1 de janeiro de 1999, o euro se tornou moeda oficial em 11 países – entre os quais Portugal, que esteve na linha da frente e apostou na moeda única desde o início.

Sofia Colares Alves - Chefe de Representação da Comissão Europeia em Portugal

01 Março 2019

Foi há 20 anos que o euro entrou oficialmente nas nossas vidas. Passaram apenas duas décadas desde que, a 1 de janeiro de 1999, o euro se tornou moeda oficial em 11 países – entre os quais Portugal, que esteve na linha da frente e apostou na moeda única desde o início. Para uma moeda, 20 anos é muito pouco tempo. Ainda assim, neste curto intervalo, o euro já foi alargado a 19 países e já se tornou na segunda moeda mais utilizada no mundo.

Foi há 20 anos que a moeda foi criada, mas só há 17 entrou realmente nas nossas carteiras. Hoje, é um símbolo da União Europeia – uma marca da nossa unidade e do compromisso que temos com os nossos irmãos europeus. 17 anos volvidos o euro está nas carteiras de mais de 340 milhões de pessoas e tornou-se um dos maiores ícones da união entre todos os europeus..

Com o euro, conseguimos garantir maior estabilidade de preços, mais transparência e mais concorrência nos mercados. Mas a moeda não teve apenas impacto direto na economia das empresas: todos os cidadãos dos 19 países que usam o euro usufruem, no seu dia-a-dia, das suas vantagens. Tornou-se mais simples viajar e, comprar noutros países; os sistemas de pagamento ficaram mais seguros e os preços das transferências bancárias diminuíram; as taxas de juro desceram e, por essa via, o acesso a casa própria ficou facilitado. Embora não reparemos todos os dias nesses benefícios 74 % dos cidadãos europeus afirmam que o euro é positivo para a União Europeia, tal como revelou o Eurobarómetro de novembro de 2018,

É certo que nem tudo foi um mar de rosas ao longo destes vinte anos. Já com o euro, vivemos uma fase complicada de instabilidade económica na Europa, que se refletiu em anos de uma crise muito penalizadora para os portugueses. Como todos os projetos, a implementação do euro na Europa foi um processo – que, aliás, ainda não está totalmente terminado. Ou seja, nem tudo foi nem é perfeito. No entretanto, a nossa missão continua a ser a mesma: garantir maior proteção para os cidadãos europeus.

Estou convicta de que quando falamos do euro falamos de um dos maiores êxitos que tivemos na Europa. Atingimos um marco histórico, é verdade, mas não devemos ficar presos ao que está para trás e a medir progressos ou conquistas. O futuro do euro ainda está a ser construído e é nisso que temos de nos concentrar: em concluir a União Económica e Monetária. Celebrar 20 anos do euro nada significa se ele não sobreviver às próximas duas décadas. O nosso papel, enquanto União Europeia, tem de ser o de garantir que este símbolo de unidade e estabilidade se prolonga por muitos mais anos. Para isso, não temos apenas de agradecer ao euro: temos de trabalhar para que ele continue a garantir a segurança dos nossos cidadãos. E para que, daqui a 20 anos, possamos celebrar mais duas décadas de uma moeda única bem-sucedida.