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Alentejo: uma solução para a indústria do turismo durante a pandemia

A COVID-19 colocou em xeque vários sectores de atividade, a paralisação económica afetou, sem descriminação, desde o pequeno retalhista até ao grande investidor imobiliário. Este impacto generalizado, com consequências diretas no mercado financeiro, também se traduziu em quedas dramáticas na bolsa, embora neste momento haja uma clara curva positiva em curso que se traduz, provavelmente, num prelúdio de uma possível recuperação.

18 Junho 2020

A COVID-19 colocou em xeque vários sectores de atividade, a paralisação económica afetou, sem descriminação, desde o pequeno retalhista até ao grande investidor imobiliário. Este impacto generalizado, com consequências diretas no mercado financeiro, também se traduziu em quedas dramáticas na bolsa, embora neste momento haja uma clara curva positiva em curso que se traduz, provavelmente, num prelúdio de uma possível recuperação.

E sem dúvida que recuperação é a palavra-chave, mas com que ferramentas e de que forma? Portugal é um país cujo milagre económico pós-crise é devido, em grande parte, ao setor do turismo, setor esse que foi especialmente contagiado pela COVID-19. Uma economia que assenta os pilares nesta área de investimento está sujeita a variações sazonais, à aviação civil, e, aparentemente, com uma especial fragilidade no que diz respeito a crises pandémicas. De fevereiro de 2020 para março de 2020, houve um aumento de 9% de inscritos no centro de emprego, desses 9%, 73% reportam-se a atividades ligadas ao setor do turismo.

O turismo poderá subsistir com uma forte aposta no mercado interno português, atrair a população nacional será essencial para ultrapassar esta nova crise. Com a iminente chegada do verão, a população portuguesa não irá optar por viajar para países estrangeiros, não só pelo alto risco, mas também devido ao facto de vários países ainda terem em curso restrições à circulação. A procura será focada em regiões nacionais, calmas, com menos aglomerados populacionais e clima apetecível. Em Portugal, há uma região que reúne todas essas qualidades: o Alentejo.

Numa breve consulta aos números de infetados no final do mês de maio de 2020, a região norte do país teve mais de 16.974 casos confirmados e a região de Lisboa perto de 10.000, enquanto todo o Alentejo teve apenas 261 casos. As taxas de infeção estão, obviamente, intrinsecamente ligadas à densidade populacional, enquanto a Área Metropolitana do Porto tem 848 habitantes por Km² e Lisboa tem 899, o Alentejo tem em média 22 habitantes por Km². Estes números dão segurança a quem opta pelas planícies alentejanas, especialmente quando a própria região se encontra “(…) a trabalhar na “certificação sanitária”, com a Universidade Nova, os hotéis, a restauração e as empresas de animação turística”, o que obviamente torna este destino ainda mais atrativo e seguro.

A grande vantagem da região alentejana é o facto de ser um pacote turístico completo. Uma gastronomia inigualável, praias paradisíacas no Alentejo Litoral, hotéis rurais de charme no Alto e Baixo Alentejo, enoturismo, parques naturais… A escolha é infindável.

Como em qualquer período pós-crise, originalidade, reinvenção e perseverança são elementos essenciais à subsistência dos negócios. O turismo foi fortemente afetado pela presente situação, mas isso não significa, de todo, o seu fim. Nos últimos anos houve um forte investimento na região alentejana, cujo retorno financeiro se baseou, em grande parte, na atração de turistas estrangeiros. Esta é a altura do Alentejo, e todas as regiões turísticas no geral, se focarem numa aposta interna, não só por todos os fatores supra referidos, mas também pelo sentimento generalizado de solidariedade que a própria população tem para com a recuperação da economia nacional.

No final da década de 90 a Turismo de Portugal, autoridade turística nacional, lançou o memorável slogan “Vá para fora, cá dentro”, nunca esta frase foi tão atual e necessária.