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Torre do Frade, Carnalentejana e Pedro Mendes

Uma conjugação perfeita

Pelas mãos do chef Pedro Mendes, nasceu uma conjugação perfeita: a excelência de uma cozinha com marca aliada à qualidade e genuinidade da Carnalentejana e dos vinhos Torre do Frade.

07 Março 2019

Pelas mãos de Pedro Mendes, chef do Narcissus, o restaurante do Marmóris Hotel & Spa, em Vila Viçosa, nasceu uma conjugação perfeita: a excelência de uma cozinha com marca aliada à qualidade e genuinidade da Carnalentejana. E para enobrecer o evento, juntaram-se à mesa as castas produzidas pela família Carpinteiro Albino, na Herdade de Torre do Frade, criteriosamente assinadas pelo enólogo Paulo Laureano.
Membro da Small Luxury Hotels of the World, o Alentejo Marmòris Hotel & Spa assume-se como um verdadeiro museu dedicado à rocha ornamental produzida na região. A qualidade da nobre pedra alentejana é bem visível em todo o hotel, cuja presença realça sobremaneira o salão onde, na noite de sábado, dia 23, se juntaram comensais convidados e hóspedes do empreendimento, entre os quais se encontravam actores e outros membros da indústria cinematográfica dedicada à produção de novelas para a TVI.
Pedro Mendes, e a sua vasta equipa de cozinha, mais uma vez deslumbrou pela criatividade. O Menu Vínico viajou entre o mar e a terra, numa selecção que catapultou atenções e sentidos para uma sopa de sapateira que se apresentou coberta por um crocante de tinta de choco que lhe emprestou um sabor de outro mundo. O vinho foi o jovem e versátil Virgo, um branco com aroma intenso a citrinos com um toque floral e a fruta tropical.
O brilharete das vacas que pastam nos extensos campos alentejanos veio logo a seguir num carpaccio de cor viva proporcionado por um novilho de qualidade certificada, 100% saudável e natural, proveniente de linhagem pura. O óleo de trufa que pulverizou as finas fatias conjugou-se na perfeição com outro Virgo, agora um tinto de cor intensa com laivos violeta e composto por syrah, trincadeira, alicante bouschet e aragonez.
Voltámos de novo ao branco, de categoria superior, um Reserva Torre do Frade Viognier de 2016 que se envolveu com um lombo de robalo com molho de limão e algas marinhas. Que sensação! E quando se diz que o melhor se guarda sempre para o fim, eis que surge, imponente e senhorial, resguardado pela sua distinta garrafa troncocónica após um estágio integral em carvalho francês, o Grande Reserva tinto de 2008 da herdade de Torre do Frade, ele que foi medalha de ouro no passado mês de novembro, que só não ofuscou o prato que acompanhou porque quem o assinou foi Pedro Mendes que voltou aos campos do Alentejo para estufar uma língua de vaca em vinho tinto. O que o palato nos transmitiu naquele momento lamentavelmente não se consegue transmitir por palavras.
Outro dos “filhos” produzidos pela elvense família Carpinteiro Albino, um reserva de 2007, “regou” os ovos moles com hortelã e muitas outras doçarias locais, entre as quais, pois claro, o sericá.

JAA