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Autarca de Mourão lamenta pedido de espanhóis para encerrar fronteiras

"Esta posição não está a ser a mais correta. Quando a situação estava muito má em Espanha até fomos apologistas de que os trabalhadores transfronteiriços passassem de um lado para o outro", afirmou à agência Lusa a autarca alentejana.

12 Julho 2020

A presidente da Câmara de Mourão, no Alentejo, Maria Clara Safara, lamentou o pedido de encerramento das fronteiras na região para travar a propagação da covid-19 feito por dois autarcas da província espanhola de Badajoz.
"Esta posição não está a ser a mais correta. Quando a situação estava muito má em Espanha até fomos apologistas de que os trabalhadores transfronteiriços passassem de um lado para o outro", afirmou à agência Lusa a autarca alentejana.
Maria Clara Safara contou que quando a fronteira de São Leonardo fechou, no início da pandemia, em março, foi abordada pelo seu homólogo da localidade vizinha de Villanueva del Fresno para interceder junto do Governo português para que os trabalhadores transfronteiriços pudessem passar e que fez o pedido.
Nessa altura, sublinhou a autarca, "mesmo com a situação que se verificava em Espanha e com casos também na Estremadura espanhola, sempre confiámos nas autoridades e nas decisões que foram tomadas".
"Agora, o cerco sanitário em Reguengos de Monsaraz (concelho vizinho) não seria a melhor decisão, porque os casos positivos já estão confinados e os focos e cadeias de transmissão identificadas", disse, admitindo compreender a posição dos autarcas espanhóis se tivesse sido tomada "mais cedo".
"Se fosse mais cedo, ainda antes de a situação estar controlada, agora que a situação está controlada eu penso que teremos de confiar nas autoridades de saúde", acrescentou.
A autarca falava a propósito do pedido feito pelos alcaides de Villanueva del Fresno e Valencia de Mombuey à Delegação do Governo espanhol da Estremadura para o encerramento das fronteiras situadas nas suas áreas municipais "até que seja estabelecido um protocolo transfronteiriço para o controlo da covid-19".
Situada a poucos quilómetros de Mourão, a fronteira de São Leonardo liga esta vila portuguesa à localidade espanhola de Villanueva del Fresno.
Vizinho de Mourão, o concelho de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, a cerca de 35 quilómetros de Villanueva del Fresno, regista o maior surto no Alentejo da doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, com um total, segundo dados de hoje, de 131 casos ativos, 16 mortos e 14 pessoas curadas.
Ramón Díaz Farías (autarca de Villanueva del Fresno) e Manuel Naharro Gata (Valência de Mombuey) pedem ainda que seja elaborado um "protocolo sobre saúde pública transfronteiriça, bem como a adoção de quaisquer medidas necessárias para o controlo e isolamento da covid-19".
Apesar de não citarem, a causa do pedido dos dois autarcas é o surto de covid-19 originado no outro lado da fronteira, no município vizinho de Reguengos de Monsaraz.
Portugal contabiliza pelo menos 1.646 mortos associados à covid-19 em 45.679 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Espanha, que chegou a ser considerada o 'epicentro' da pandemia, contabiliza 28.401 mortos e mais de 253 mil casos, segundo a mais recente atualização.

Francisco Fragoso afasta possibilidade de encerrar fronteira

Francisco Fragoso Ayuntamiento Badajoz

O alcaide de Badajoz, Francisco Javier Fragoso, sublinha que os casos de contágio por covid-19 no Alentejo "não justificam, neste momento, o encerramento da fronteira do Caia", que liga as cidades Elvas e Badajoz.

"Seria inexplicável que esta ligação pudesse encerrar, mas compreendo o medo e o pânico que pode, eventualmente, acontecer numa determinada situação específica de propagação do vírus, porém estou convicto de que, neste momento, não há justificação para encerrar, por exemplo, a fronteira do Caia", frisou hoje o autarca em declarações ao jornal Linhas de Elvas.

"Falamos de uma doença desconhecida em que é necessário aplicar todas as medidas sanitárias para evitar contágios. Isso pode acontecer entre dois municípios de um mesmo país, num determinado bairro de uma cidade, contudo, não sou partidário de que encerrem a fronteira com Portugal porque, entre outras coisas, é a grande esperança do futuro para estas localidades que compõem a Eurocidade", adiantou ao semanário.

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