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Covid-19

Número de mortes em Reguengos de Monsaraz sobe para 14 com mais dois óbitos

A morte de mais duas idosas, de 88 e 94 anos, utentes do lar de Reguengos de Monsaraz, elevou para 14 o número de óbitos relacionados com o surto de covid-19 neste concelho, revelou hoje a câmara.

07 Julho 2020

A morte de mais duas idosas, de 88 e 94 anos, utentes do lar de Reguengos de Monsaraz, elevou para 14 o número de óbitos relacionados com o surto de covid-19 neste concelho, revelou hoje a câmara.
No comunicado divulgado hoje, com a última atualização do boletim epidemiológico do concelho, a Câmara de Reguengos de Monsaraz (Évora) informou que as duas idosas se encontravam internadas no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
A utente de 88 anos morreu na segunda-feira e a outra idosa, de 94 anos, faleceu “ao início do dia de hoje”, precisou a autarquia.
Segundo o comunicado da Câmara e Autoridade de Proteção Civil de Reguengos de Monsaraz, com os dados da situação epidemiológica conhecidos até final de segunda-feira, os casos ativos do surto de covid-19 são agora 136 (na segunda-feira eram 141), pois, apesar de haver outra pessoa infetada na comunidade, há mais quatro doentes curados, além dos dois novos óbitos.
Do total de casos ativos, 89 verificam-se no Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS) - onde eclodiu o surto, a 18 de junho -, sendo 68 deles utentes e 21 funcionários, enquanto os restantes 47 são pessoas infetadas na comunidade.
No HESE, onde estava antes hospitalizado um total de 19 doentes deste surto, encontram-se agora internados 12 utentes do lar, cinco nos cuidados intensivos, e dois dos casos de infeção registados na comunidade, um deles nos cuidados intensivos, realçou a autarquia.
“De entre os profissionais positivos registamos que todos estão a recuperar nas suas residências”, acrescentou.
Com a situação no lar, o concelho de Reguengos de Monsaraz regista o maior surto no Alentejo da doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2.
O município divulgou que os testes efetuados também já permitiram sinalizar, no global, nove pessoas curadas, três das quais profissionais do lar e seis entre os habitantes do concelho.
“A Autoridade de Saúde Pública considera que o surto está em resolução, caso não existam cadeias desconhecidas”, disse a autarquia, frisando que prossegue “o surgimento de novos casos de cura”.
Os números revelados hoje “verificam-se num universo de cerca de 1.840 testes com resultado conhecido” até segunda-feira, dia em que “foram conhecidos resultados de aproximadamente 60 testes”, estando planeada a realização, para hoje e para quarta-feira, de “mais cerca de 60 testes”.
Contactada pela agência Lusa, fonte do município adiantou que a Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva “já teve autorização da parte da Autoridade de Saúde e das Forças Armadas” para o processo de descontaminação do lar.
“Já há a autorização para avançar com essa descontaminação geral, que vai ser efetuada pelas Forças Armadas, e o processo, que está previsto demorar à volta de 48 horas, está hoje a ser planificado”, disse a mesma fonte.
A Câmara de Reguengos de Monsaraz ativou, na quinta-feira passada, o Plano Municipal de Emergência para gerir o surto de covid-19 no concelho, depois de a generalidade de Portugal continental ter entrado em situação de alerta na véspera.
Portugal contabiliza pelo menos 1.620 mortos associados à covid-19 em 44.129 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Forças Armadas continuam a prestar apoio de saúde e logístico

O Hospital das Forças Armadas, a Marinha, o Exército e a Força Aérea estão, desde o dia 21 de junho, a prestar apoio com equipas de saúde e de logística, aos idosos do Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz, cuja maioria esteve, ou está, infetada com COVID-19.

Inicialmente foram enviadas equipas de apoio logístico, formadas por quatro militares do Exército, que, durante vários dias, realizaram turnos de 12 horas e que contribuíram para o funcionamento e organização do lar.

Efetuado este trabalho de organização, foram empenhadas equipas de saúde, compostas por um médico e dois enfermeiros, do Hospital das Forças Armadas, Polo de Lisboa, e dos três Ramos das Forças Armadas, para prestar cuidados de saúde aos doentes (turnos de 24 horas).

Estas equipas prestaram apoio, em articulação com equipas sanitárias da Administração Regional de Saúde, ao nível da organização e prestação de cuidados de rotina, bem como a avaliação clínica dos doentes e abordagem de eventuais intercorrências. Adicionalmente, prestaram apoio de consultadoria/aconselhamento técnico em termos de gestão de processos e do espaço, no contexto das adaptações necessárias, numa unidade em que se encontram doentes com esta infeção.

Mais recentemente, no último fim de semana, durante a transferência dos utentes do lar para o Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições da cidade, foram empenhados sete militares do Exército, com o curso de socorrista.

Durante este período, foram ainda empenhados sete voluntários da “Família Militar”, da zona do Alentejo, uma delas, psicóloga, e os restantes na área de auxiliar de ação médica. Estes voluntários fazem parte de uma lista de pessoas com experiência profissional nas mais diversas áreas, que responderam ao apelo do Estado-Maior-General das Forças Armadas, para apoiar o SNS e a instituição militar no combate à pandemia.

Neste momento, as equipas de saúde das Forças Armadas, compostas por um médico e dois enfermeiros, continuam a prestar apoio diário a estes idosos, no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições da cidade. 

Este apoio resulta de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil ao Estado-Maior-General das Forças Armadas.