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Covid-19

Quase 80% dos alojamentos turísticos com cancelamentos de reservas

Mais de 78% dos alojamentos turísticos em Portugal registaram cancelamentos de reservas agendadas entre Março e Agosto.

31 Maio 2020

Mais de 78% dos alojamentos turísticos em Portugal registaram cancelamentos de reservas agendadas entre Março e Agosto, destacando-se os cancelamentos na Madeira e Açores devido às “medidas mais restritivas à mobilidade” em vigor, informou hoje o INE.
De acordo com um questionário efectuado em Maio pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que obteve respostas de cerca de 5.000 estabelecimentos sobre as perspectivas para a actividade turística até Agosto, 78,4% (ligeiramente abaixo dos 79,2% de Abril) dos respondentes (representativos de 90,4% da respectiva capacidade da oferta) reportaram que a pandemia de covid-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas.
A Região Autónoma da Madeira foi a que apresentou maior peso de estabelecimentos com cancelamentos de reservas (90,4% dos estabelecimentos e 98,3% da capacidade oferecida), seguindo-se os Açores (86,7% e 96,5%, respectivamente), a Área Metropolitana de Lisboa (84,3% e 93,6%, pela mesma ordem) e o Algarve (81,7% e 91,2%, respectivamente).
Segundo o INE, “as medidas mais restritivas à mobilidade das pessoas poderão ter influenciado a maior taxa de cancelamentos que se verificou nas regiões autónomas”.
No segmento da hotelaria, 92,0% do total de estabelecimentos (94,3% da capacidade oferecida) reportaram cancelamentos de reservas devido à pandemia, tendo esta percentagem ascendido a 74,2% dos estabelecimentos de alojamento local (78,4% da capacidade oferecida) e a 68,8% do total (74,1% da capacidade) no turismo no espaço rural e de habitação.
O INE nota que “a proporção de estabelecimentos reportando cancelamentos parciais ou totais de reservas diminui nos meses em que tradicionalmente a solicitação de serviços de alojamento turístico é mais intensa”.
Ainda assim, de acordo com esta informação recolhida em Maio, cerca de 74,4% reportaram cancelamentos para Junho, 63,6% para Julho e 57,5% para Agosto.
Quando questionados sobre os principais mercados com cancelamentos de reservas (podendo cada estabelecimento identificar até três mercados), o mercado nacional foi o mais referido, tendo sido identificado por 60,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico.
O mercado espanhol foi o segundo mais referido (por 49,4% dos estabelecimentos), seguindo-se os mercados francês (31,9% dos estabelecimentos), alemão (27,1% dos estabelecimentos) e britânico (24,1% dos estabelecimentos).
Analisando os mercados identificados como um dos três com maior número de cancelamentos de reservas em cada região, observa-se que, no norte, o mercado nacional foi identificado por 66,2% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol, referido por 61,6% dos estabelecimentos.
Já no centro, o mercado nacional foi mencionado por 84,2% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (52,5% dos estabelecimentos), enquanto na Área Metropolitana de Lisboa o mercado espanhol foi referido por 59,0% dos estabelecimentos, no Alentejo o mercado nacional foi identificado por 81,3% dos estabelecimentos e no Algarve 65,0% dos estabelecimentos referiram o mercado britânico.
Nas regiões autónomas, verifica-se que o mercado nacional foi identificado por 83,9% dos estabelecimentos nos Açores, seguindo-se o mercado alemão (54,0% dos estabelecimentos), enquanto na Madeira este foi identificado por 72,9% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado francês (58,7% dos estabelecimentos) e o britânico (49,0% dos estabelecimentos).
O INE reporta que, na hotelaria, o mercado nacional foi mencionado como um dos três mercados com maior número de cancelamentos por 66,5% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (58,1%).
Já nos estabelecimentos de alojamento local, o mercado espanhol foi identificado por 49,8% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado nacional (48,2%), e nos estabelecimentos de turismo no espaço rural e de habitação o mercado nacional foi mencionado por 74,5% dos estabelecimentos.