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Diabéticos com mais de 60 anos devem cumprir quarentena rigorosa

Pessoas diabéticas com mais de 60 anos devem cumprir quarentena rigorosa, alertou a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

22 Março 2020

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) apelou ao dever especial de prevenção de doença Covid-19 das pessoas com diabetes e sugere a importância de quarentena rigorosa para diabéticos com mais de 60 anos, considerando-os grupo de maior risco, tal como acontece com os cidadãos com mais de 70 anos sem outras patologias.
Este isolamento profiláctico será tão mais importante se tiverem também hipertensão, doença coronária, respiratória ou cancro. Só deverão sair de casa em situações de absoluta necessidade e, sempre, evitando qualquer contacto pessoal.
“É crucial que sejam adoptadas medidas de contenção social, particularmente na população mais idosa, que está mais susceptível a uma fragilização do sistema imunitário devido a outras patologias”, refere José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescentando que “esta recomendação de quarentena advém dos dados já apurados noutros países e que demonstram que na população com mais de 60 anos e nas pessoas com doenças crónicas o risco de complicações graves e de morte aumenta”.
As pessoas com diabetes que estão a trabalhar poderão pedir baixa médica, se não estiverem em teletrabalho ou já de quarentena por indicação das autoridades de saúde. A APDP já pediu ao Ministério da Saúde que agilizasse este processo para não obrigar as pessoas a ir ao Centro de Saúde e a clarificação das condições em que o mesmo se processará.
José Manuel Boavida diz ainda que “todas as pessoas com diabetes devem ter em casa medicação suficiente para dois meses, dado ter aumentado a previsão de duração da epidemia, assim como material de autovigilância e toda a medicação que tomam habitualmente para outras doenças, nomeadamente para o aparelho cardiovascular”. Tal como a Direcção-Geral da Saúde (DGS), a APDP recomenda que é também necessário “ter medicação para a febre, como o paracetamol”.