Coronavírus Covid-19
Linhas de Elvas
Elióptica 2020 - 2
Nutriprado
CCDRA 4º Trimestre 2019
El Faro - Primavera 2020
Nabeirauto Corsa
Jocriauto 012020
Jocriauto 012020
Sanielvas 358x90 - Nov17
Assine Já
Nabeirauto Corsa

Covid-19: Parques de campismo fechados até 3 de Abril

Dezoito parques de campismo vão estar encerrados até 3 de Abril.

21 Março 2020

Dezoito parques de campismo vão estar encerrados até 3 de Abril, anunciaram três entidades que gerem estas infraestruturas, numa decisão tomada devido ao estado de emergência na sequência da pandemia de Covid-19.
A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) decidiu o “encerramento imediato” de sete parques de campismo com gestão directa até 3 de Abril.
Assim, os Parques de Campismo de Mondim de Basto, Penacova, Côja, Foz do Mondego, Castelo do Bode, Escaroupim e Parque de Campismo Lagoa de Santo André encerram hoje.
Em comunicado a FCMP refere que a medida poderá vir a ser prorrogada, caso as autoridades determinem a continuação do estado de emergência.
Já o Clube de Campismo de Lisboa, numa nota publicada na sua página oficial, decidiu suspender a possibilidade de permanência dos sócios/utentes em todos os parques de campismo do clube, nomeadamente: Almornos, Costa da Caparica, Costa Nova, Ferragudo, Melides, Gameiro, Campo Maior e Avis.
A suspensão, refere a nota, “produz efeitos a partir das 00:00 do dia 21 Março 2020 e cessará quando estiverem criadas as condições normais de funcionamento das referidas actividades, como tais reconhecidas pelas autoridades públicas competentes”.
Segundo a mesma nota, vão continuar em funcionamento os serviços administrativos, de manutenção e de vigilância, existentes nos parques, na medida do indispensável.
Desta forma, será facultado “apenas a um utente por cada unidade de alojamento campista o seu ingresso e permanência nos respectivos parques pelo período máximo de meia hora, mediante agendamento prévio, através dos meios de contacto do seu parque”.
São suspensas igualmente “de imediato, e por tempo indeterminado”, quaisquer obras, “novas ou a decorrer, nas unidades de alojamento campista”.
Também a Fundação Inatel decidiu encerrar os três parques que gere directamente e que se localizam no Cabedelo, a dois quilómetros de Viana do Castelo, em S. Pedro de Moel, junto ao pinhal de Leiria e na Costa da Caparica.
Numa resposta enviada à Lusa, a Fundação Inatel refere que irá diligenciar esse procedimento “tendo sempre especial atenção sobre algum caso excepcional de algum utilizador que tenha de ser orientado para o sistema de apoio dos serviços da Segurança Social numa abordagem de proximidade e respeito inclusivo”.
Tendo em conta as medidas de contingência no âmbito da Covid-19, a Fundação Inatel referiu já ter encerrado os equipamentos de lazer e “tomado as devidas medidas de higiene e segurança quanto à utilização dos balneários”.
De acordo com as informações transmitidas, no Parque de Campismo do Cabedelo “já não se encontram campistas, enquanto no da Caparica estão acampadas “cerca de 80 pessoas e 15 crianças”.
Questionado pela Lusa, a Orbitur, que gere 23 parques de campismo de norte a sul do país, referiu que “continuam de portas abertas e todos os dias nos estabelecimentos Orbitur se cumprem rigorosos e reforçados procedimentos de higienização e desinfecção de superfícies e são adoptadas as instruções da Direcção-Geral da Saúde e demais autoridades para a protecção das pessoas”.
“Em face dos impactos do coronavírus Covid-19 a nível internacional, e da declaração de estado de emergência nacional, cumpre-nos informar que na Orbitur estamos comprometidos com as recomendações da OMS e as orientações das autoridades portuguesas. A segurança e bem estar dos nossos colaboradores e dos nossos clientes são a nossa prioridade e o foco dos nossos planos de contingência”, refere o organismo, numa resposta enviada à Lusa.
Segundo a nota, a Orbitur procedeu “a alguns ajustamentos, desde o encerramento ou redução temporária de horários de alguns serviços e do número de colaboradores no terreno", por forma a "manter o pessoal estritamente necessário, promovendo sempre que possível o teletrabalho”.

RCP // MLS
Lusa