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Património gastronómico

A par da riqueza monumental, que há cinco anos valeu a justa classificação pela UNESCO como Património da Humanidade, Elvas pode orgulhar-se de ser rica em diversas outras áreas. E a gastronomia é, reconhecidamente, uma delas.

06 Setembro 2017

A par da riqueza monumental, que há cinco anos valeu a justa classificação pela UNESCO como Património da Humanidade, Elvas pode orgulhar-se de ser rica em diversas outras áreas. E a gastronomia é, reconhecidamente, uma delas. E quando falo em gastronomia estou a pensar em duas realidades que se complementam: as especialidades da nossa cozinha regional e um conjunto de restaurantes que primam pela qualidade a diferentes níveis.
Foi com imenso agrado que assisti recentemente na TVI à edição da rubrica "Mesa Nacional" dedicada à Taberna do Adro, em Vila Fernando. À conversa com o jornalista Paulo Salvador, a proprietária Maria José Sousa falou com o seu habitual entusiasmo sobre as delícias que fazem daquele espaço um templo de bem comer: as tibornas, a galinha tostada e as migas, entre muitas outras.
A Taberna do Adro, já incluída na maioria dos roteiros gastronómicos e alvo de referências elogiosas na imprensa nacional e estrangeira, alia na perfeição a riqueza da cozinha regional a um espaço genuinamente alentejano e à simpatia do casal Vasques de Sousa, anfitrião do espaço. É caso para dizer que mora em Vila Fernando um dos mais emblemáticos locais não apenas da gastronomia do Alentejo como da cozinha em Portugal.
Mas também trago à colação outra unidade da restauração elvense que foi notícia nos últimos dias, ainda que em contexto distinto. Falo do Mercato, estabelecimento inaugurado em 2016 na Rua da Feira, em pleno centro histórico, no espaço do antigo Green Pub.
Em apenas ano e meio a casa tem vindo a afirmar-se paulatinamente por um conjunto de factores, no qual se incluem a qualidade das propostas gastronómicas, a aposta pela comercialização de cervejas oriundas dos mais diversos pontos do mundo e a decoração entre o vintage e o design. Qualidade e dedicação à ca(u)sa são os lemas do proprietário do Mercato, o jovem Fernando Moro, cujo labor tem vindo a ser reconhecido das mais diversas formas, a última das quais o certificado de excelência do site de viagens TripAdvisor, mediante votação de clientes.
O Mercato e a Taberna do Adro são apenas dois de vários exemplos que atestam o actual bom momento da restauração elvense. A talhe de foice, sem pretender ser exaustivo, merecem referência outros estabelecimentos que prestigiam a gastronomia local.
Incluo neste grupo, de forma aleatória e sem ser exaustivo, El Cristo, Adega Regional, O Lagar, Tasquinha Alentejana, Vinha da Amada, Acontece, Ti'Catrina, Retiro dos Amigos, Recanto de S. Paulo e o mais recente Pedras do Castelo. Isto sem sair da sede do concelho porque nas freguesias rurais, além do exemplo antes referido, não posso esquecer os célebres Pompílio em S. Vicente e A Bolota na Terrugem, a par de outros porventura menos "famosos" mas também de créditos firmados.
Já agora, permitam-me ainda os meus leitores que saúde o casal Susana e Gonçalo Roxo pela recente ampliação da gelataria Nham Nham, na Rua da Carreira. É mais um excelente exemplo do jovem empreendedorismo local associado à área da restauração.
Termino como comecei. Se Elvas é (re)conhecida como cidade rica em património monumental - sobretudo de origem militar e religiosa -, também começa a ser identificada por outras riquezas patrimoniais. E ainda bem que a gastronomia é uma delas porque, como se costuma dizer, é à mesa que se fazem os melhores negócios.